Moradores questionam limpeza de piscinas da sede do Palmeiras

Por Bruno Manson
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Diante dos casos crescentes de dengue, os moradores da região central de São João da Boa Vista estão preocupados com a situação das piscinas da sede do Palmeiras Futebol Clube, atualmente sob responsabilidade do Centro Universitário UniFEOB. Sem uso por conta do período de férias, elas encontram-se com a água parada, o que tem gerado receio na vizinhança, uma vez que houve casos da doença registrados nas imediações.

Palmeiras: moradores preocupados com situação das piscinas do parque aquático do clube (Divulgação/Arquivo Pessoal)

Em entrevista ao O MUNICIPIO, um morador, que preferiu o anonimato, relatou que o parque aquático do clube se encontra com aspecto de abandono. “Apurei com outros vizinhos e o porteiro que há inúmeras reclamações abertas. Eles até comentaram que estava muito pior, bem mais feio do que está agora. O sentimento é de abandono. Faz meses que deram um ‘tapa’, mas isso não é algo recorrente”, comentou. “Não posso afirmar, pois não tenho acesso à qualidade da água, tampouco se ela está sob efeito de algum produto químico, mas sabemos que água parada é um foco para dengue e outras doenças”, observou o cidadão.

Ele relata que está preocupado com a situação, pois acabou de se recuperar de um quadro grave de dengue. “Foram duas semanas impossibilitado de fazer qualquer coisa. Dengue foi a pior coisa que tive em 35 anos de vida! Inúmeras idas ao hospital para me hidratar, pois nada passava pela garganta, sem contar as dores, mal-estar e agora lidar com a recuperação. Muita coceira pelo corpo e dores que custam a ir embora”, relatou.

O morador afirmou que já tentou contato com o UniFEOB, uma vez que o centro universitário é o atual responsável pelo clube, porém, não obteve sucesso e agora pensa em adotar outras medidas. “Neste momento, penso em abrir uma reclamação na prefeitura e outra no Ministério Público”, declarou.

NOVO PISCINEIRO

Em contato com o jornal, o UniFEOB explicou que mantem um piscineiro contratado para cuidar do parque aquático do Palmeiras e, devido à chegada do inverno e ao período de férias, as piscinas estão sendo aspiradas uma vez ao mês, por conta da economia de água e também pela pouca utilização.

O Centro Universitário informou que, recentemente, o piscineiro necessitou fazer uma cirurgia, mas não comunicou ninguém sobre isso. Diante desse fato, outro profissional foi contratado nesta semana para solucionar o problema. O UniFEOB afirma que vai supervisionar mais de perto o trabalho que será executado na sede do Palmeiras.

CLORAÇÃO REALIZADA

A reportagem do O MUNICIPIO apurou que uma equipe do Departamento Municipal de Saúde esteve verificando as piscinas do clube na manhã de sexta-feira (12). Durante a vistoria, o órgão constatou que não há larvas do mosquito Aedes aegypti e a água está tratada. “A questão é visual, porque não estão aspirando, pois não tem uso. Mas a cloração é realizada”, afirmou. “Há um funcionário que vai fazer a manutenção da piscina toda semana. Portanto, não representa risco à saúde pública. Ela fica com sujeira decantada no fundo devido ao uso de sulfato de alumínio e não aspirar”, esclareceu o departamento.

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