Por Ana Paula Fortes
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O diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, que é o hormônio que regula a glicose no sangue. No mundo, cerca de 537 milhões de pessoas vivem com a doença, segundo dados da décima edição do Atlas do Diabetes, da Federação Internacional de Diabetes (IDF, sigla em inglês), divulgados em 2023. O número de adultos com diabetes nas Américas triplicou, devido as taxas crescentes de obesidade, má alimentação e sedentarismo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, 6,9% da população nacional é diabética, ou seja, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no país.
O que é
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela produção ineficiente ou resistência à ação da insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas, que controla a quantidade de glicose no sangue. A insulina tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo.
O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
Segundo o clínico-geral, doutor Juares Galvão, formado em diabetologia pela Unicamp, basicamente existem dois tipos de Diabetes. “O tipo 1, em que a pessoa que não produz mais Insulina e o tipo 2, que representa 95% dos casos”.
O tipo 1 ocorre pela destruição autoimune das células do pâncreas produtoras de insulina, de forma permanente. “O diagnóstico acontece, em geral, em crianças e adultos jovens, e estas representam 5 % das pessoas diabéticas”, explicou.
A alta concentração de açúcar no sangue, no diabetes tipo 2, é explicada pela resistência do corpo humano aos efeitos da insulina ou pelo estilo de vida, com sedentarismo, obesidade e outros fatores. A ocorrência deste tipo de diabetes pode ser influenciada pela hereditariedade. “Os portadores do diabetes tipo 2 fazem uso de medicação via oral ou atualmente algumas medicações injetáveis. Mas é importante ressaltar que se não houver o cuidado conveniente esses pacientes também podem começar a fazer uso de Insulina”.
O diagnóstico
Segundo doutor Juares o diagnóstico é feito por meio de exames. “Os principais exames são: o da ponta de dedo, o teste de tolerância oral a glicose, chamado curva glicêmica e o HbA1C, hemoglobina glicada, que é o mais importante pois o resultado informa como está o diabetes da pessoa, se bem controlado ou não”, afirmou.
Os cuidados
O diabetes requer o controle estrito dos níveis de glicose pela alimentação saudável, medicação, quando prescrita ou pelo uso da insulina produzida em laboratório. O controle inadequado da glicemia resulta em várias complicações, que podem piorar gradualmente a qualidade de vida.
“A melhor maneira de prevenir, no caso do tipo 2, é a dieta. Todo diabético deve evitar alimentos que tenha alto índice de carboidratos, doces, bebidas alcoólicas ou que tenham açúcar, como refrigerantes comuns e sucos. Os exercícios também são muito importantes. Além disso tudo os do tipo 1 também precisam fazer o uso correto da Insulinas”, alertou o médico.
Principais complicações
Doenças cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC);
Os rins, levando o paciente à insuficiência renal crônica, com a necessidade de realização de diálise;
Os olhos, provocando a retinopatia diabética e até a cegueira;
Os nervos de extremidades (neuropatia periférica), principalmente dos pés, mas também das mãos, que podem resultar em amputações de dedos e membros;
Em gestantes, o diabetes pode provocar complicações nos bebês.




