Por Clovis Vieira
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta: crianças e jovens na fase escolar, com idades entre 6 e 18 anos, devem carregar mochilas que representem menos de 10% do peso de seus corpos. Ou seja, se uma criança pesa 30 quilos, o peso de sua mochila não deve exceder 3 quilos. Em geral, as mochilas são pesadas porque transportam livros, cadernos, material escolar, vestuário e calçado para educação física, entre outros itens do uso diário da criança.

No entanto, o problema não está apenas no conteúdo da mochila, mas também no seu formato e no uso incorreto desse acessório, apoiando-o em apenas um ombro. Médicos ortopedistas demonstram sua preocupação: “As crianças em idade escolar estão numa fase de crescimento e é nesta fase que a muitos dos problemas posturais aparecem”. Usar, repetidamente, uma mochila demasiado pesada numa idade precoce pode contribuir para o aparecimento de dores, particularmente ao nível dos ombros, do pescoço e da região lombar, ensinam.
De acordo com eles, as principais consequências são: a) em curto prazo: dores de costas e de pescoço; b) em médio prazo: alteração da marcha e postura; e c) em longo prazo: lesões degenerativas da coluna que alteram o crescimento do corpo. Uma solução: organizar o conteúdo da mochila infantil estritamente de acordo com as necessidades escolares do dia. Essa medida inclui deixar de fora itens que não serão necessários de imediato. “Essa providência pode dar mais trabalho aos pais, mas garante livrar os filhos de problemas atuais e futuros”, concluem os ortopedistas.
LANCHEIRAS
As cantinas escolares são uma tentação de guloseimas para alunos de todas as idades. Porém, se a escola permite e os pais são conscientes das vantagens da boa alimentação em qualquer situação, as lancheiras são ótimas opções. Talvez, o problema seja, de fato, convencer os pequenos a levar esse acessório e degustar o seu conteúdo na hora do lanche.
“É crucial envolver a criança no máximo de tarefas relacionadas à alimentação, como planejamento dos lanches da semana conforme suas preferências alimentares, ida ao mercado, escolha dos alimentos, armazenamento das compras, preparo etc.”, indicou a consultora e nutricionista Adriana Zanardo. Além de ser uma ocasião em que a família pode educar sobre o tema, também é uma oportunidade para pais e filhos passarem mais tempo juntos, com alegria, confiança e prazer, ela garante.
O QUE INCLUIR NA LANCHEIRA?
Frutas, mas quando cortadas, algumas frutas escurecem e amolecem. Pães, dando preferência às versões saudáveis para compor o lanchinho do recreio. Iogurtes, acompanhados de colher de plástico e guardanapo de papel. Todas as escolhas devem ser pensadas em termos de ‘dieta’ infantil, que possa prevenir o risco de obesidade precoce. Com o tempo, os pais aprendem a unir as preferências alimentares dos filhos com escolhas saudáveis que recheiem a lancheira. Todo esse esforço vale muito a dedicação.




