O que a população precisa saber sobre a vacina Qdenga

Por Ana Paula Fortes
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A imunização contra a dengue teve início em fevereiro, em algumas cidades brasileiras. A vacina japonesa Qdenga, do laboratório Takeda Pharma, é a primeira a ser incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo serão entregues 6,5 milhões de doses, devido ao limite da capacidade de produção. Desse total, 5,2 milhões foram compradas pelo Governo Federal e o restante foi doado pelo fabricante. A expectativa é que em 2025 sejam entregues 2,5 milhões de doses a mais. Além disso, há esperanças de ampliação da vacinação com o imunizante em desenvolvimento pelo Instituto Butantan.

Imunizante: vacina japonesa é a primeira a ser incorporada no Programa Nacional de Imunizações (Reprodução/Via Google)

Em face do número de vacinas ainda ser pequeno para toda população brasileira, o Ministério da Saúde (MS) utilizou de alguns critérios para que os 521 municípios de 16 estados e do Distrito Federal fossem escolhidos para receber o imunizante. Para receber a vacinação, os municípios deverão ter mais de 100 mil habitantes, apresentar alta transmissão da doença e ter a predominância do sorotipo dois (DENV2).

Os primeiros a receberem a vacina serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por causa do número de hospitalizações dessa população.

TAKEDA E BUTANTAN

O imunizante japonês é produzido com o vírus da dengue atenuado, o que estimula o sistema imunológico a produzir células e anticorpos específicos para a proteção do indivíduo vacinado. Esta é a produção da vacina que está sendo desenvolvida pelo Intituto Butantan há 10 anos e deverá estar disponível à população em 2025.

Estudo aponta uma eficácia geral de 79,6% da vacina brasileira e a Qdenga tem uma taxa de eficácia de 63% para a doença sintomática de qualquer gravidade e 85% para internação pela doença.

QUEM PODE SE VACINAR?

A Qdenga é indicada a pessoas de 4 a 60 anos, pois, segundo a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não foram feitos estudos para avaliar a eficácia da vacina em pessoas acima de 60 anos.

Esse é o primeiro imunizante liberado no País para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da dengue. Sendo assim, podem se vacinar tanto quem já teve dengue, quanto quem nunca foi infectado. A contraindicação inclui pessoas com alergia a algum dos componentes do medicamento, com o sistema imunológico comprometido, pacientes vivendo com HIV, gestantes e lactantes.

REDE PRIVADA

O registro da Qdenga foi aprovado pela Anvisa em março de 2023. E desde a segunda metade daquele ano já era possível encontrar a vacina na rede privada. Porém, em São João, o imunizante está em falta. O fabricante informou que o fornecimento da vacina no mercado privado brasileiro será limitado para suprir e priorizar o quantitativo necessário para que as pessoas que tomaram a primeira dose na rede privada completem seu esquema vacinal, de acordo com a posologia de duas doses subcutâneas.

O valor de cada dose na cidade varia de R$ 400 a R$ 500 e o esquema vacinal completo entre R$ 800 e R$ 1.000. Não há obrigatoriedade de cobertura da vacina da dengue por planos de saúde e convênios. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não inclui a vacina da dengue no rol de procedimentos obrigatórios.

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