Por Ana Paula Fortes
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Nesta Quarta-feira de Cinzas (14) inicia-se, segundo o calendário cristão, o período da Quaresma. É o tempo que representa os 40 dias em que Jesus jejuou no deserto, encerrando-se no Domingo de Ramos, com a entrada de Jesus em Jerusalém. Ele surgiu montado em um jumento, como símbolo de humildade. Em seguida, dando continuidade a mais importante festa do calendário litúrgico-cristão, ocorre a Semana Santa, que antecede a Páscoa, ocasião em que é celebrada a Paixão de Cristo, Sua morte e Ressurreição.
A Páscoa, assim como o Carnaval, não tem data fixa no calendário como outros feriados do País: ambas efemérides estão totalmente relacionada entre si. Para definir a data do Carnaval, antigamente uma folia pagã, é preciso saber em que dia será a Páscoa, data que, entre os cristãos, marca a Ressurreição de Jesus Cristo.

A DATA DA PÁSCOA
Foi no Concílio de Nicéia, em 325, ocasião em que bispos cristãos se reuniram na cidade de Niceia da Bitínia (atual İznik, Turquia), convocados pelo imperador romano Constantino I, que se determinou que a páscoa cristã fosse celebrada ‘no domingo posterior à primeira lua cheia do equinócio de primavera no hemisfério norte’.
O equinócio é um fenômeno que ocorre quando nenhum dos hemisférios, norte e sul, da Terra está inclinado em relação ao Sol. Dessa forma, os raios solares incidem diretamente sobre a Linha do Equador, emitindo a mesma quantidade de luz nos dois hemisférios. Isso faz com que o dia e a noite tenham a mesma duração, 12 horas cada.
RELIGIÕES E PÁSCOA
Para a Igreja Católica, esse mês é marcado pelo início do tempo quaresmal. “Este tempo é para nós um período de quarenta dias dedicado à preparação da Páscoa. Desde o século IV, manifesta-se a tendência para se apresentar como tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência”, explicou o pároco da Igreja Coração de Maria, padre Luis Fernando Silva.
Os umbandistas seguem uma liturgia livre. “A quaresma não é Umbandista, então não devemos e nem precisamos tomar providências litúrgicas ou ritualísticas por conta da quaresma”, afirmou o sacerdote umbandista, Pedro Scarabelo. “No entanto, o povo brasileiro em sua maioria é cristão e não é possível negar a movimentação de forças e energias que se dá na quaresma”. Ele aponta que não há obrigações, de fato, para o umbandista na quaresma: “Todos devemos sempre estar atentos ao que acontece no mundo espiritual e em nosso campo energético e mediúnico”, disse.
Os adventistas não utilizam o termo ‘quaresma’, mas todos participam de um movimento de preparação espiritual chamado ‘10 Dias de Oração’. “O objetivo é poder se conectar com Deus, dedicando a primeira parte do dia para estar na presença do Criador”, explicou o pastor Cleiton Silva, da Igreja Adventista de São João. Na semana que antecede a Semana Santa, é realizada a ‘Semana da Compaixão’, quando se incentivam os membros a praticarem o bem ao próximo. “Seguindo os passos de Jesus, visitamos os enfermos, ajudamos os necessitados e, dessa forma, nos tornamos verdadeiros discípulos de Cristo; a verdadeira religião deve ser baseada no amor e no serviço ao próximo”, finalizou.
O jornal O Municipio entrou em contato também com a Igreja Vencedores e Testemunha de Jeová e até o fechamento dessa edição não recebeu resposta.




