Por Ana Paula Fortes
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Encerrando a série “doenças autoimunes”, o Jornal O MUNICIPIO traz informações sobre aquelas que acometem a pele, como psoríase e vitiligo. Apesar de não serem doenças contagiosas, o preconceito devido à falta de conhecimento pode afetar a autoestima do paciente, levando-o ao agravamento do quadro de saúde.

Psoríase
A psoríase está entre as doenças autoimunes mais comuns, atingindo cerca de 3% da população mundial. É uma doença crônica de pele, não contagiosa e cíclica, pois seus sintomas aparecem e reaparecem de tempos em tempos.
A médica dermatologista, Heloísa Romanholi, explicou que a apresentação clínica mais frequente é o aparecimento de manchas róseas ou avermelhadas, recobertas por escamas esbranquiçadas, podendo também, acometer as articulações. “Os locais mais atingidos são o couro cabeludo, cotovelos, joelhos, palmas das mãos, plantas dos pés, unhas e tronco”.
A predisposição genética é um dos fatores do desenvolvimento da doença, porém, não necessariamente será transmitida aos descendentes. “A psoríase também é considerada uma doença psicossomática, pois as emoções interferem no seu aparecimento”, explicou a especialista.
Podendo afetar homens e mulheres, em qualquer idade, a doença pode ocorrer de formas localizadas e discretas, ou de forma severa em grande área da superfície corporal e articulações.
“Vários são os fatores que causam as melhoras e as recaídas dos sintomas: traumas emocionais, infecções, drogas e estresse emocional são os principais motivos”, apontou.
A dermatologista informa, ainda, que com uma alimentação balanceada, controle do peso e atividades físicas é possível alcançar uma grande melhora dos sintomas. Já o tratamento dependerá da intensidade da doença. “ Hoje, com as diversas opções terapêuticas disponíveis, já é possível viver com uma pele sem ou quase sem lesões, independentemente da gravidade da psoríase”, explicou.
Vitiligo
Por ser de origem autoimune, o vitiligo é ocasionado pelo ataque do sistema imunológico às células responsáveis pela melanina, que é o pigmento que dá cor à pele, gerando a principal característica da doença: a perda da coloração da pele.
Assim como a psoríase, o vitiligo ainda não tem origem determinada. Porém, especialistas indicam que genética, exposição solar ou química, alterações autoimunes, condições emocionais de estresse e traumas psicológicos podem desencadear no seu surgimento ou agravamento.
São diversas as opções terapêuticas para essa doença e que variam conforme situação de cada paciente. A dermatologista ressalta sobre os perigos de medicamentos considerados “milagrosos”. “Fórmulas ditas naturais e receitas dadas por leigos podem levar ao agravamento da doença e à frustração do paciente”, concluiu.




