Comércio sanjoanense prevê crescimento real no semestre

Por Clovis Vieira
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Segundo a Associação Comercial e Empresarial (ACE São João), o varejo nacional deverá ter crescimento real do volume de vendas. Isto é, descontada a inflação de 1,5% em 2023, contra 1,8% estimados para 2024. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a diferença decorre da expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os produtos e bens fabricados no País) cresça menos neste ano em relação a 2023.

Crescimento: vendas devem ser melhores este semestre em comparação a 2023 (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

“A expectativa é um crescimento em torno de 1,7% a 1,8%, quando a gente analisa o dado geral”, avaliou Cândido Alex Pandini, presidente da entidade. Conforme a CNC, quando se analisam os segmentos do varejo, há uma mudança na composição desse crescimento.

Pandini ainda explicou que, enquanto na média do comércio o volume de vendas cresceu 1,6% ano passado, esse volume está caindo 2,1% nos segmentos que dependem de crédito, como materiais de construção, as vendas. Por sua vez, no setor de vestuário e calçados a queda fica em torno de -6,7% e no setor de artigos de uso pessoal e doméstico, -11,3%.

EM SÃO JOÃO

Com um final de ano de boas vendas, a expectativa dos comerciantes sanjoanenses é grande em relação ao primeiro semestre de 2024. “Todo início de ano os lojistas apostam na troca de vitrines, peças da estação, promoções e liquidações. Acreditamos que o primeiro semestre deve ser bom para as vendas, principalmente para os setores de papelaria, vestuário e calçados”, disse o presidente da ACE.

Com relação à empregabilidade, em 2024 essa questão tende a ser um pouco mais equilibrada, porque a flexibilização da política monetária, com o corte da taxa básica de juros (Selic), é um fenômeno ainda muito recente. A expectativa é chegar até o final deste ano com taxa básica de juros de um dígito, em torno de 9% a 9,5%. “Essa é uma aposta para 2024”, disse Pandini.

Atualmente, o emprego está crescendo mais em atividades essenciais do varejo, como supermercados e hipermercados. “Em 2023, os segmentos essenciais estiveram bem melhores do que os não essenciais. Neste novo ano, essa composição do crescimento tende a ser diferente. No caso do comércio, os segmentos tendem a ter um crescimento mais equilibrado”, comentou.

No setor de serviços, incluindo turismo, a CNC estimou expansão, em 2023, de 2,9% para serviços e de 7,4%, para turismo. Quando se olha para 2024, os dois setores também devem crescer menos: 2,7% para serviços e 2,1% para turismo.

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