Floriculturas estão cautelosas com a demanda no Dia de Finados

Por Clovis Vieira
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Datas importantes no calendário, como o Dia de Finados, são sempre uma oportunidade de ampliar as vendas para o comércio de flores e afins. Neste ano, de acordo com o site diariodocomercio.com.br, “a expectativa do setor é um aumento de 10% nas vendas para o período frente a 2022, segundo a Cooperativa Veiling Holambra, um dos mais importantes centros comerciais e logísticos de flores e plantas da América Latina”.

No Centro: floriculturas da área central da cidade terão quiosque nas imediações do cemitério (Fotos: Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

Em São João, nem todos os proprietários de floriculturas estão tranquilos com relação à demanda por flores neste feriado: “A expectativa para este ano é boa, mas estamos cautelosos comprando apenas o necessário para atender à demanda. O nosso medo é a possibilidade de chuvas nos dias em torno do Finados, que podem atrapalhar bastante”, argumentou André Correa de Melo, dono de loja que existe há 40 anos no centro da cidade.

CONCORRÊNCIA

Com dezenas de floriculturas espalhadas pelos bairros, é comum considerar que obterão melhores vendas as lojas mais próximas ao Cemitério São João Batista, onde a população estará concentrada para homenagear seus mortos. Para contornar essa questão, muitas delas reservam espaço no entorno daquele local, onde instalam uma ‘filial’ temporária de seu comércio. “Nós também teremos uma barraca lá na rua da Saudade e nesses últimos anos as vendas naquele local têm sido boas”, informou Isabel de Melo, que gerencia loja de flores na avenida Dr. Oscar Pirajá Martins há seis anos.

Como se não bastasse a quantidade de floriculturas gerando forte concorrência entre esses comerciantes, um novo personagem surge nesta época. “A concorrência é muito forte, mas o problema é o feirante, que não mantém uma floricultura durante o ano, e que nessa época aparece como ‘oportunista’ para levar uma fatia do bolo”, apontou André. Além do prejuízo causado com essa ação, disse André, o feirante acaba revendendo as sobras por um preço muito abaixo do praticado no mercado.

Na avenida: floristas afirmam que os últimos anos têm sido bons para as vendas

R$ 606 MILHÕES

Isabel lista uma série de situações que já derrubaram as vendas e, apesar do seu otimismo para este ano, teme que esses fatores possam voltar: “As nossas vendas têm sido boas, apesar do que passamos com a pandemia de Covid 19 e da situação econômica que estamos vivendo neste país; mas nos últimos anos até que tem sido bom”. A florista afirma que percebeu um aumento no preço das flores no principal fornecedor, a Holambra, fato que ela considera comum em datas como esta. No entanto, ela diz que a margem de lucro que aplica na revenda tem compensado todo o trabalho que envolve o negócio de flores.

O site bandnewsfmcuritiba.com analisa que apesar de a data ser uma tradição que está esmorecendo, uma vez que as novas gerações não criaram o hábito de homenagear os seus mortos, “a cadeia da floricultura brasileira ainda acredita que, este ano, as vendas para este dia representarão 3% do PIB anual do setor, estimado em R$ 20 bilhões. Ou seja, da produção até as vendas finais, o Dia de Finados de 2023 deve movimentar R$ 606 milhões”.

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