Série apresenta outras ruas sem arborização

Por Clovis Vieira
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Nesta terceira edição da série sobre ruas de São João da Boa Vista com poucas ou nenhuma árvore, o destaque é a rua São João com seus 447m de extensão. Ela se inicia na praça da Catedral e termina na praça Rui Barbosa (largo da Estação das Artes). Em anos anteriores, essa via passava defronte a Catedral São João Batista e seguia em frente, sendo depois renomeada como rua Getúlio Vargas.

Carência: segunda quadra da rua São João, com apenas duas árvores já desgalhadas (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

Segundo informações do arquiteto Antônio Carlos Lorette, em 1987, o trecho em frente a catedral foi interditado devido à fragilidade da torre da igreja, que estava prestes a desabar e uma das causas era a trepidação dos veículos que por ali passavam. Essa descoberta foi feita pelo arquiteto João Batista Merlin, quando iniciou a restauração daquele templo, em 1986.

ARBORIZAÇÃO

No primeiro quarteirão dessa rua, há apenas três árvores de grande porte; somente uma árvore de tamanho médio na segunda quadra; duas grandes no terceiro quarteirão; duas defronte o prédio do Senac e duas pequenas diante da Associação Comercial e Empresarial; no quinto quarteirão há cinco árvores de porte pequeno e bastante desgalhadas; e na sexta quadra não há arvores plantadas. Portanto, número muito menor do que o necessário para tornar a rua São João um local sombreado, com temperaturas amenas.

A primeira transversal dessa rua, a Rangel Pestana, estende-se somente à esquerda e apresenta poucas árvores. A segunda transversal, também à esquerda, a Antônio Machado, é um pouco mais arborizada que a anterior; a terceira é a rua General Carneiro, que conta com mais árvores plantadas; a rua Benjamim Constant está razoavelmente arborizada, com destaque nas proximidades da Diretoria Regional de Saúde (DRS-14); a última transversal é a Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade, que tem árvores em bom número nas primeiras quadras, ressentindo-se de arborização nas demais.

LEGISLAÇÃO

Análise que pode ser feita é que esse trecho da parte baixa da cidade carece de arborização. Requer um trabalho de plantio consciente e escolha de espécies que não prejudiquem as calçadas, nem atrapalhem a circulação de transeuntes. “Existem diversos trabalhos científicos demonstrando que ambientes urbanos arborizados contribuem para o bem-estar da população e trazem benefícios para a saúde física e mental e até mesmo ajudam a diminuir os índices de violência, além da redução da temperatura em até 7ºC”, apontou o Instituto Planeta Plantar.

Neste momento, a ONG quer tornar obrigatória a arborização urbana. Para que isso ocorra, lançou um abaixo-assinado, sem custo algum, que percorre a internet, pelas redes sociais, angariando 5.000 assinaturas em busca de legislação a ser criada, que torne concreto esse objetivo. “Com 5.000 assinaturas, é mais provável que esta petição apareça na mídia”, avaliou o diretor do Planeta Plantar, Marcos Parolim. “Ajude o Instituto a modificar a legislação da cidade assinando esse documento para que mais árvores sejam plantadas na área urbana”, completou a sanjoanense Leila Diniz Macena.

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