Feirantes temem prejuízos com alagamentos em novo espaço da feira livre

Por Marcelo Gregório
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A chuva e os trovões na madrugada desta terça-feira (17) causaram preocupação aos feirantes que montam barracas, nas primeiras horas do dia, às margens do Córrego Bananal na rua Jonas Vieira de Barros, Jardim Fleming, em São João da Boa Vista. Grande parte deles temia que o volume de água pudesse trazer riscos de novos alagamentos iguais aos registrados na semana anterior.

Novo espaço: feirantes foram transferidos para trecho nas ruas Jonas Vieira de Barros e Bezerra de Menezes (Fotos: Marcelo Gregrório/O MUNICIPIO)

Um dos receosos era o feirante Givanildo Marcondes. No ramo desde 1984, quando tinha 7 anos, o feirante, que também é músico, contou à reportagem do O MUNICIPIO que se a chuva registrada no feriado de 12 de outubro tivesse caído numa terça-feira pela manhã, os riscos teriam sido enormes. “A sorte é que nós estávamos no barracão da Ceagesp [bairro São Benedito, durante a feira noturna]. Se nós estivéssemos aqui onde nós estamos, ao lado do córrego, iríamos ‘catar’ a nossa barraca lá em Vargem Grande do Sul, porque foi muita água. Esse lugar, infelizmente, é impróprio para a feira. Está complicado”, afirmou Marcondes.

MOTIVO DA MUDANÇA

O novo espaço, providenciado pela Prefeitura de São João, comporta 32 feirantes. A maioria deles estava há quase 40 anos desempenhando a atividade na rua Henrique Martarello, ao lado do Piscinão, entre a Vila Brasil e o Jardim São Paulo. Em setembro, mesmo diante de protestos e manifestações, todos eles precisaram ser transferidos para o trecho compreendido pelas ruas Jonas Vieira de Barros e Bezerra de Menezes, poucos metros do antigo local.

O Executivo sanjoanense alegou, na ocasião, que a Henrique Martarello não poderia ser mais utilizada para a realização da feira livre às terças-feiras porque prejudicava o intenso fluxo de veículos com destino a outros bairros da parte alta da cidade.

Receio: Doraci dos Santos Valim tem medo de ser surpreendida pelas chuvas no local

PEDIDO DE GALPÃO

Mesmo que a administração municipal tenha estruturado o trecho da rua Jonas Vieira, com calçada, alambrado e iluminação, a maioria dos feirantes se diz contrariada. Uma delas é a dona de uma barraca que comercializa bananas. Doraci dos Santos Valim diz que tem receio de ser surpreendida pelas chuvas no local. “Nós viemos para cá, mas viemos tristes porque não é um lugar bom. [Tem] Muita enxurrada. Se chover leva tudo. Agora vai aumentar em janeiro, que é o mês da chuva, né? Imagine nós igual ‘patinho’ na água. É difícil, né? Eu queria que a nossa prefeita arrumasse um galpão para nós. Os fregueses iriam gostar”, pediu a mulher, que herdou a profissão do pai.

As solicitações para uma nova transferência, principalmente, para um local mais adequado foram constatadas. “Eu acho que a prefeita teria que dar uma olhada com carinho. Encarecidamente, eu peço para ela dar uma olhada para os feirantes. A gente acorda de madrugada, enfrenta chuva, sol. Está difícil”, concluiu o feirante Givanildo.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura e perguntou sobre quais providências poderão ser tomadas para evitar que os feirantes não sejam surpreendidos por alagamentos, no entanto, o Executivo não se posicionou até o fechamento desta edição.

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