Por Marcelo Gregório
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Cheia de ondulações, ‘remendos’, trechos sem acostamento, além da falta de sinalização e iluminação. Este é o retrato da estrada vicinal João Batista Merlin, situada entre o posto de combustíveis do Jardim Santa Agda até a rodovia Dom Tomás Vaquero (SP-344), acesso de São João da Boa Vista a Vargem Grande do Sul, com um total de 2,8 quilômetros. O problema na infraestrutura, apontado por motoristas e pedestres, tem gerado, há anos, reclamações e inúmeros pedidos de providências.

PREVISÃO
Diante da ‘chuva’ de reclamações, o Departamento Municipal de Gestão e Planejamento explicou à reportagem que já fez o projeto de recapeamento. “A solicitação de verba está sendo analisada pelo governo do estado. A previsão é que o recape aconteça no primeiro semestre de 2024”, informou o diretor Dirceu Fernandes Batista.
CUSTOS
De acordo com a Prefeitura, o problema não seria tão simples de ser resolvido devido a fatores burocráticos. Durante a edição do programa “Cidade em Ação”, produzido pelo Executivo, no sábado (5), a prefeita Maria Teresinha de Jesus Pedroza (União) disse que a verba para o recapeamento de toda a extensão da via pública giraria em torno de R$ 2,5 milhões, conforme levantamento realizado. “Infelizmente, [para] essa estrada, foi feita uma lei municipal pelas gestões passadas onde a Prefeitura assumiu a manutenção”, afirmou Teresinha.
TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE
A autoridade máxima do município pontuou durante a transmissão que já teria comunicado o Estado, por meio de ofício, sobre a possibilidade de o recapeamento passar a ser um compromisso do governo paulista. Em caso de sinalização positiva, a Prefeitura faria a ‘devolução’ da estrada. “Porém, quando você devolve, teria que entregar nas mesmas condições que você pegou, que não é o caso, porque, de fato, a estrada está muito ruim [e] não podemos fazer a sinalização. Estamos conversando com o governo do estado [e] pedindo este recurso”, argumentou a prefeita.
RECLAMAÇÕES
Diariamente, o manipulador de cosméticos Pedro Alberto Fonseca Filho sai do Recanto dos Pássaros, onde mora, e segue rumo ao distrito industrial de São João para trabalhar. Para encurtar a distância, ele optou por dirigir na crítica vicinal. “É muita buraqueira, é muito remendo. Os remendos são piores que os buracos. Não dá para entender. Estou até evitando passar por ali porque vou destruir meu carro à toa. Já pensou o pessoal começar a reclamar na Prefeitura para pagar a suspensão do carro, roda torta? Tem que fazer alguma coisa”, relatou Filho.
SEM ILUMINAÇÃO
A estrada vicinal João Batista Merlin tem início no Jardim Santa Agda, após o término da rua Racticliff, no bairro Pratinha. A via passa pela Vila Primeiro de Maio, Jardim Maestro Mourão, Jardim Europa e Jardim Itália, até se encontrar com a SP-344.
A reportagem passou pelo local no período noturno e constatou que do trecho do posto de combustíveis do Jardim Santa Agda até a Vila Primeiro de Maio não há iluminação e muito menos sinalização, o que dificulta ainda mais a passagem de pedestres, podendo provocar acidentes. “Nunca teve acostamento. Tem que ter dos dois lados. Não tem condições mais”, pediu o motorista.




