Área nobre no Jequitibás tem esgoto a céu aberto

Por Marcelo Gregório
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Um lamaçal, com forte mau cheiro identificado em área da Prefeitura de São João da Boa Vista, tem provocado incômodo, excesso de umidade e medo de contaminação por parte de moradores da rua Augusto Caetano, no Parque dos Jequitibás. Indignados e preocupados, eles solicitam que a situação seja resolvida de forma definitiva.

Lamaçal: área impactada pelo problema está localizada atrás de residências à rua Augusto Caetano (Fotos: Marcelo Gregório/O MUNICIPIO)

A reportagem do O MUNICIPIO esteve no local, ouviu um grupo de moradores, registrou as condições denunciadas e as apresentou em questionamentos às autoridades responsáveis. Na segunda-feira (7), profissionais da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e administração municipal vistoriaram a referida área.

A localização incide entre o também já precário Bosque Municipal ‘Gavino Quessa’ e o Parque Linear ‘Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade Filho’, próximo à avenida Dr. Octávio da Silva Bastos. Todas as áreas são de responsabilidade do Executivo sanjoanense.

RECLAMAÇÕES

O bancário aposentado Antonio José de Carvalho pediu providências urgentes e opinou sobre o que poderia ter motivado o vazamento de esgoto na área. “Há algum tempo, desde que a Sabesp ligou a rede de água no Parque Alvorada [bairro vizinho], houve uma movimentação de terra e eu creio que parte disso foi responsável pelo represamento de água, que tinha um curso normal aqui e passou a represar e inundar os fundos das residências”, disse Carvalho, que teme ter a residência prejudicada. “O que está causando preocupação é o excesso de umidade que passou a ter no meu imóvel”, criticou.

EXTRAVAZAMENTO

Acerca do lamaçal denunciado, a Sabesp respondeu que há anos tem uma rede coletora de esgotos naquela região da cidade. “Entre o final do mês de julho e início de agosto, houve obstrução dessa rede e consequente [o] extravasamento de esgoto. Imediatamente, a Companhia mobilizou a equipe e executou a desobstrução no local”, explicou em nota, porém, não mencionou se há risco de contaminações.

MEDIDA PALIATIVA

Embora a companhia estadual tenha comunicado que a situação teria sido resolvida, a empresária Marcia Dias Gregório relatou estar cansada de medidas paliativas. “Eu convivo com esse cheiro, com esse abandono no fundo da residência há três anos. Chega um momento que o esgoto está a céu aberto juntando com o córrego, entendeu? A Sabesp vem direto limpar aqui, mas tem alguma coisa errada um pouco mais para cima, é preciso ser descoberto onde está o erro. O esgoto está batendo no muro da minha casa. O cheiro é horrível e pode aparecer animais peçonhentos. Espero que tomem providências”, reclamou a moradora.

ALERTA AOS MORADORES

A Sabesp ainda reforçou que envia profissionais ao local diariamente. “Equipes têm monitorado a operação da rede coletora no bairro e também realizado limpezas preventivas com equipamento hidro jato. No momento, o sistema está operando dentro da normalidade. A Sabesp alerta que o uso correto da rede de esgoto pela população é essencial para evitar extravasamentos. Objetos como papel higiênico, lenços umedecidos, absorventes, preservativos e fraldas não devem ser dispensados em vasos sanitários, pois podem provocar obstruções. Lugar de lixo é no lixo”, alertou a companhia.

Preocupação: bancário aposentado, Antonio José de Carvalho teme por dano na residência dele e pediu providências urgentes

O QUE DISSE A PREFEITURA

O Executivo sanjoanense foi questionado quanto ao volume do mato no parque, falta de limpeza no córrego e sobre as condições críticas de uma ponte quebrada que não apresenta nenhuma sinalização para riscos de acidentes. A reportagem solicitou posicionamento, no entanto, até o fechamento desta edição não havia sido informada sobre o que poderá ser feito no local.

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