Retomado debate em torno da ciclovia São João a Águas da Prata

Por Ignácio Garcia
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Reunião virtual com a presença de diversos atores políticos, realizada em 26 de julho, retomou o debate sobre a implantação da ciclovia às margens da via férrea que liga São João da Boa Vista a Águas da Prata. Intermediada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar Paulo Teixeira (PT), que participou acompanhado do assessor Pedro Gustavo Aubert, o debate ainda contou com a participação da prefeita da estância hidromineral Regina Janizelo (PSC) e equipe; alguns vereadores pratenses; além de representantes da Prefeitura de São João: Dirceu Fernandes Batista e Rose Vasconcellos, diretores dos departamentos de Gestão e Planejamento Urbano e de Turismo, respectivamente.

Participação: discussão virtual envolveu vários atores políticos e da sociedade civil (Divulgação)

O Ministério dos Transportes mobilizou diversas equipes para participarem da reunião, de modo que pudesse ser estudado um melhor encaminhamento ao pleito. Participaram: George Santoro (secretário-executivo); Adrualdo Catão e Celso Mizuno, pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran); Mariane Figueiredo, pela Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário; a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).

Participaram também representantes da sociedade civil: João Augusto Michelazzo Bueno, presidente da Associação de Amigos da Serra da Paulista (Aasp); Alice de Abreu e Ângela Bonfante, pela Associação Serras Vulcânicas; Camila Oliveira, da ONG Viva São João; David Noronha e Rafael Trefilho, da ONG Bikers Mogiana; além de Lucinda Noronha, Elaine Santos e Alexandre Grings, lideranças políticas de Águas da Prata; e Mariângela Jacomini, de São João. A VLI, concessionária que administra a via férrea, foi representada por Isadora Rabelo e Elias Rezende.

No início da reunião, Camila Oliveira retomou o histórico de conversas já discutidas entre as duas cidades, a concessionária e Paulo Teixeira, quando no exercício do mandato de deputado federal. Na ocasião, foram relatados impedimentos técnicos para a implantação da ciclovia.

A prefeita Regina falou da importância da ciclovia para o fluxo entre as duas cidades. Dirceu Batista, que representou a prefeita Maria Teresinha de Jesus Pedroza (União), ressaltou os inúmeros riscos que os ciclistas correm ao trafegar no acostamento da rodovia e a necessidade de preservação dessas vidas.

O vereador Zito, de Águas da Prata, afirmou que o debate é antigo e lembrou das primeiras tratativas feitas anos atrás.

Já a vereadora pratense Cida Star afirmou que a VLI deve à população local a licença para a realização da obra e mencionou a parceria com o ministro Paulo Teixeira.

Presidente da Câmara Municipal de Águas da Prata, Cristina Lerosa falou da importância do envolvimento do Governo Federal para que a ciclovia se concretize.

Rafael Trefilho citou o exemplo de Aguaí, que já conta com uma ciclovia e a necessidade de ir além das reuniões. David Noronha também frisou a necessidade de a obra ser concretizada.

As representantes da Associação Serras Vulcânicas saudaram a articulação, ao mesmo passo que Lucinda Noronha indagou sobre os caminhos para construir as parcerias.

Elaine Santos Elias Rezende afirmou que a Ferrovia Centro-Atlântica, à qual a VLI é afiliada, contém no próprio site um passo a passo para os pleitos de prefeituras.

Já o ministro Paulo Teixeira afirmou ser “necessário um grande esforço conjunto para a concretização do sonho da ciclovia” e se colocou à disposição para empenhar esforços em prol de uma ciclovia segura entre as duas cidades — Teixeira, ainda no exercício do mandato parlamentar, destinou R$ 400 mil em emenda parlamentar para a implantação da ciclovia em 2014.

Celso Mizuno e Adrualdo Catão, ambos da Senatran, afirmaram que as cidades e os representantes da sociedade civil podem contar com o posicionamento de apoio político e institucional ao pleito.

Já Maryane Figueiredo ressaltou a necessidade de observar o aspecto técnico que envolve a área sob concessão e a necessidade de uma parceria técnica com a VLI.

João Bueno, da Associação de Amigos da Serra da Paulista, pontuou as conversas anteriores com a VLI e a negativa técnica dada em 2021 para a autorização do projeto. Segundo mapa exibido pelo presidente da Associação, o trecho crítico que ensejou a negativa consiste em menos de 1 km, razão pela qual, na visão dele, seria possível a busca de uma solução factível.

Pedro Aubert, assessor do ministro, saudou a reunião envolvendo os diversos órgãos competentes e destacou que se tratava de uma primeira conversa para retomar as tratativas. “O diálogo com o alinhamento técnico entre a VLI e o poder público é de suma importância para garantir aquilo que foi o denominador comum em todas as falas: segurança”, afirmou.

Lorena, representante da ANTT, também ressaltou o fato de ser uma primeira conversa e que a parceria e a mitigação de riscos requer muito estreitamento técnico.

Elias Rezende afirmou que a VLI está à disposição da referida agência regulatória a fim de iniciar uma série de reuniões de trabalho sobre o tema.

Celso Mizuno sugeriu a formulação de um projeto executivo por etapas que contemple primeiramente a execução dos trechos menos complexos. Camila, representante da ONG Viva São João, afirmou que a intenção é justamente esta, dado o fato de o trecho crítico ser curto.

A representante da ANTT sugeriu, então, que os entes envolvidos centrem esforços neste trecho. Já o diretor de Gestão e Planejamento Urbano de São João prontificou-se a desenvolver o projeto executivo para o trecho inicial.

A partir de então, foi constituído um grupo de trabalho envolvendo Pedro Aubert, assessor do ministro Paulo Teixeira; VLI; o presidente da Associação de Amigos da Serra da Paulista, João Augusto Bueno; e ANTT, a fim de estabelecer uma agenda que torne possível a concretização do pleito.

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