Por Felipe Melo
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A vacinação não é um ato importante apenas para os seres humanos. Os animais de estimação, como cachorros e gatos, também devem ser imunizados, promovendo uma vida mais saudável aos pets, prevenindo doenças e outros problemas indesejados. As primeiras vacinas devem ser realizadas com os animais ainda pequenos.
“A vacinação é de suma importância e deve ser iniciada logo aos 2 meses ou 60 dias de idade. As doenças mais comuns a serem prevenidas em gatos é a rinotraqueíte, a leucemia felina, e a raiva. Já em cães as mais conhecidas e mais perigosas são a cinomose que é praticamente fatal, a parvovirose, leptospirose e também a raiva. Mas a vacinas múltiplas protegem também uma gama maior de vírus”, contou o médico veterinário Tiago Fornaziero Dorna.
Os donos de cães devem ficar atentos com a cinomose, principalmente, nesta época do ano. Já os donos de gatos, atentarem-se com a Leucemia felina, como relata Dorna. “Aqui na nossa região é muito comum no inverno o surgimento em massa da cinomose em cães, por ser uma doença que se pega no ar, é de fácil transmissão e seu índice de fatalidade é altíssimo. E em gatos nossa região é endêmica para Leucemia felina. É raro testar animais e apresentarem resultados negativos. Ambas são doenças devastadoras que consomem a vida do animal e também as expectativas dos tutores. São doenças com finais muito tristes”, disse.
VACINAS
Para os pets não há diferenciação de vacinas por idade, apenas por espécies. Tanto filhotes, quanto adultos e idosos, usam as mesmas doses.
Há a possibilidade de alguns tutores não sentirem-se confortáveis e não terem a certeza que os animais estão protegidos pós-vacinação. Sobre isso, o veterinário explica: “Todo animal deve ser vacinado sempre com as vacinas chamadas ‘éticas’, armazenadas corretamente e realizadas por um médico veterinário, que carimba e atesta com sua assinatura a caderneta de vacinação do pet, colocando as datas de revacinação para reforços anuais. Agora se o tutor desconfia e quer mesmo saber se o pet está protegido após as vacinas, existem os exames de titulação para cada vírus, onde se avalia a quantidade de anticorpos presentes para combater um possível ataque viral”, informou.
Segundo ele, as vacinas são fundamentais e devem ser seguidas corretamente, antes que seja tarde. “Muitos tutores acabam só dando importância as vacinações quando já é tarde e aprendem da pior forma possível vendo o pet sofrer e vindo a óbito. Não é incomum tutores que não vacinam, não acham necessário e acham besteira gastar dinheiro com isso, mas a grande maioria hoje tem uma boa conscientização sobre a importância da vacinação correta. Os pets são tratados cada vez mais como filhos e merecem todo cuidado possível”, disse o especialista.

Durante os primeiros dias, após vacina, os donos devem ter um cuidado maior com os animais, sobretudo, com os mais jovens, como elucida Dorna. “As vacinas, principalmente em filhotes, não chegam ao seu pico de ação imediatamente logo após a última dose. É sempre bom manter o pet ainda sem os passeios por pelo menos uma semana para ter certeza que está 100% protegido”, orientou.
O médico veterinário finaliza, comunicando aos donos de pets sobre os principais cuidados necessários: “Lembrem-se sempre: procurem um veterinário de sua confiança que trabalhe com vacinas éticas, que tem uma armazenagem correta, evitem que seus animais sejam vacinados em balcões de casas agropecuárias sem se quer uma anamnese bem feita. Ele precisa ser examinado por um veterinário antes de aplicar qualquer dose de vacina. Caso ele apresente algum probleminha antes da vacinação, esse problema deve ser corrigido pelo seu médico veterinário e só quando seu pet estiver 100% sadio ele deve ser vacinado”.





