Museu de Arte Sacra recebe peça em mármore e imagem de São João Batista foi restaurada

Por Clovis Vieira

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Há cerca de dois meses, o Museu de Arte Sacra da Diocese de São João da Boa Vista recebeu em doação do engenheiro Hellier Mazzi, uma peça em mármore que ganhou o nome ‘Sono Eterno’. É uma criança adormecida, esculpida em mármore branco Carrara, portando um ramo de papoula. “Trata-se de arte funerária que estava no velho cemitério de São João, o qual existiu até 1894, onde hoje está a praça Coronel Joaquim José”, revelou o curador do Museu, Antônio Carlos Lorette. A peça já está em exposição.

O curador acrescenta que, no seu tempo, esta escultura tinha o mesmo status do ‘menino da chupeta’, que hoje é referência no atual cemitério sanjoanense, estátua também em mármore branco de Carrara. Após pesquisar sua história, Lorette levantou algumas informações sobre a obra: ela foi esculpida em Pietrasanta, na Itália, por volta do ano 1880, pelo artista Ranieri. “Hellier Mazzi obteve a peça de seu antigo dono, mas preferiu não ter em casa um item que esteve num cemitério. O próprio Hellier fez a restauração da escultura, acrescentando o pezinho esquerdo da criança, que estava desaparecido”, finalizou.

Restaurada: sanjoanense recuperou imagem do padroeiro (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

EXPOSIÇÃO

Como parte das comemorações antecipadas aos 200 anos de São João da Boa Vista, o Museu inaugurou no dia 22 de junho a nova exposição: ‘São João Batista’. Mais de 300 itens compõem a mostra, sendo que a peça principal é a imagem restaurada do santo padroeiro da cidade, que fica no altar da igreja Catedral de São João Batista. A imagem policromada foi esculpida pelo baiano Manoel Ignácio da Costa (1763-1857) e restaurada recentemente por Sílvia Maria Bastos Junqueira.

Além dessa relíquia, mais de uma dezena de outras imagens representando São João Batista estão disponíveis à visitação pública, turistas e estudantes. “Junto com as imagens do santo no momento do batismo de Cristo, temos também ‘conchas’ de batismo em madrepérola, livros e santinhos em papel impresso e muitas outras peças”, informou o arquiteto e responsável pelo apoio técnico do Museu, Paulo Gabriel Tonon. A exposição segue aberta até o dia 30 de setembro, de quinta-feira a sábado, das 14h às 18h.

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