Por Clovis Vieira
[email protected]
Reunião festiva de posse da diretoria eleita para o ano leonístico 2023-2024, ocorrida no sábado (15), inaugurou no Lions Clube São João da Boa Vista Centro uma nova atitude com relação à participação feminina nas atividades: a posse da primeira presidente: Matilde Gimenez Benevides. Este clube de serviços era o último a admitir na diretoria a presença feminina. Foi em 2019, na gestão do presidente Luís Carlos Domiciano, que as esposas de companheiros leões puderam atuar como ‘companheiras-leão’, além do status ‘domadoras’.
Em sessão solene, o então presidente Edson Roberto Moyses entregou à Matilde, além do martelete símbolo do clube, o ‘pin’ (broche) que a identifica agora como a nova companheira-leão, presidente da entidade. O local do encontro foi a sede da entidade, localizada na avenida Dr. Durval Nicolau, onde companheiros-leões e convidados especiais estiveram aplaudindo a nova presidente e os integrantes de sua diretoria.

MULHERES
Com relação a esta abertura, Edson Moyses, 47, agora presidente de divisão, destacou que “a mulher sempre foi o pilar da família, o pilar da História, haja vista a mãe de Jesus Cristo; então não há porque haver essa distinção de ter uma mulher à frente de um clube de serviços”. Ele lembra que essa conquista transcorreu ao longo do tempo nos outros clubes, mas que no Lions Clube Centro “foi uma luta, houve algumas oposições que foram vencidas em 2019; nós éramos o último clube que não contava com mulheres como companheiras-leão”.
Sobre a nova gestão, Moyses tem as melhores expectativas: “Ela vai fazer a melhor presidência que o Clube já teve, porque onde tem uma mulher administrando uma casa, a casa funciona. Com a sua administração, o Clube vai agir com harmonia e com hegemonia, cumprindo com todas as metas”. Entre as metas, a continuidade do novo propósito do Clube: o Lions na rua. “Antigamente, as nossas atividades eram apenas internas, mas hoje temos de estar junto à comunidade, servindo a população; o nosso lema é: onde há um necessitado, há um leão”, afirmou.

COMPANHEIRAS
Na companhia do marido quando este veio para São João, a nova presidente registra quase 30 anos ligada ao Lions Clube Centro. “Sabe que eu nunca tive a pretensão de ser uma companheira-leão. Principalmente, porque o nosso clube tinha muita resistência em ter mulheres nessa condição”, ressaltou Matilde. Ela explica a diferença que hoje protagoniza: as chamadas ‘domadoras’ não têm voz ativa no distrito, sendo simplesmente a esposa do ‘companheiro-leão’; as companheiras-leão, por sua vez, podem atuar diretamente na diretoria, podem votar, entre outras atribuições.
A nova presidente tem pela frente uma série de desafios. Além da manutenção do propósito citado, sabe que há alguns sócios do Clube que estão um pouco afastados dessa atividade e gostaria de trazê-los de volta ao convívio. Financeiramente, também há questões a serem equilibradas, sem falar nos dois anos de pandemia de Covid-19, quando o Lions Centro estancou presteza junto à população sanjoanense. “Eu acredito que agora sendo presidente, mais mulheres chegarão a outros cargos aqui dentro, principalmente no nosso clube que tinha essa restrição”, concluiu.





