Por Bruno Manson
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Neste período de estiagem, o número de queimadas tem aumentado consideravelmente e já preocupa o Corpo de Bombeiros em São João da Boa Vista (SP). Dados da corporação apontam que durante junho ocorreram 25 focos de incêndio em cobertura vegetal —número é bem superior em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando foram registradas 14 ocorrências.
Pelo levantamento, 81 queimadas foram registradas no município desde o início de 2022. Em janeiro houve apenas um registro, enquanto que em fevereiro foram 12 focos. Já em março — quando ocorre a transição do verão para o outono — foram contabilizadas nove queimadas. Com a queda gradativa da temperatura, a quantidade de incêndios em vegetação foi aumentando nos meses seguintes: 15 em abril e 19 em maio.

ANO PASSADO
Em 11 meses de 2021, o Corpo de Bombeiros registrou o total de 196 incêndios em cobertura vegetal. Foram dois focos em janeiro, quatro em fevereiro, seis em março, 22 em abril, 31 em maio, 14 em junho, 28 em julho, 57 em agosto, 27 em setembro, um em outubro e quatro em novembro.
CRIME AMBIENTAL
A baixa umidade do ar e a vegetação seca —características desta época—
formam o ambiente ideal para a propagação do fogo, principalmente na zona rural. Diante disso, o Corpo de Bombeiros pede a colaboração da população para que não provoque queimadas e nem coloque fogo em lixo, em especial próximo de locais de vegetação natural.
Além de ser crime ambiental, a corporação alerta que isto pode acarretar graves consequências para a fauna e flora. Outro problema decorrente das queimadas é a fumaça, prejudicial à saúde e ao meio ambiente; sem contar que podem causar graves acidentes quando os focos ocorrem próximos de rodovias.
BALÕES
O Corpo de Bombeiros ainda alerta que a soltura de balões é perigosa perigosos, pois, além do risco de incêndios, as cangalhas de fogos de artifício utilizadas comumente na base deles, podem atingir pessoas ou edificações. “Quando o balão sobe, ele entra em correntes de ar e é levado para locais imprevisíveis, impossíveis de se monitorar, podendo atingir florestas e ocasionar um incêndio em vegetação de tamanho imensurável. Além dos riscos de incêndios, há um enorme risco para os aviões”, informou o Setor de Comunicação Social do 16º Grupamento de Bombeiros (GB). “Essa pratica é tipificada como crime ambiental inafiançável e prevê pena de detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas, cumulativamente”, destacou.

MULTA DE R$ 10 MIL
Um balão solto em Araras (SP) caiu em uma fazenda na zona rural de São João da Boa Vista. Na ocasião, o baloeiro foi encontrado pela Polícia Militar e confessou o crime. O fato ocorreu no domingo (5).
Na sequência, o autor foi encaminhado ao Plantão Policial, onde foi arbitrada a fiança de R$ 2.000. Na ocasião, a Polícia Militar Ambiental foi chamada para dar apoio e elaborou o Auto de Infração Ambiental (AIA) no valor de R$ 10 mil. O balão foi aprendido e entregue à Polícia Civil.




