Volta às aulas aumenta procura por material escolar

Por Gabriela Sodré
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Com o final das férias escolares, começo do ano letivo e a volta às aulas, muitos pais já realizaram a compra do material escolar de seus filhos.

Para conferir como está o movimento neste período de retorno às aulas, a reportagem do O MUNICIPIO entrou em contato com alguns proprietários das papelarias da cidade.

Devido ao fato de que, durante o início da pandemia, por um período o comércio teve suas atividades interrompidas, ou adaptou-se ao ‘novo normal’, com as papelarias não foi diferente — os proprietários observam que, em relação aos anos anteriores, houve um crescimento entre 20 a 40% na demanda dos materiais escolares.

Pesquisas e compras: na Shop Lar, o movimento em torno dos itens escolares já começou (Fotos: Gabriela Sodré/O MUNICIPIO)

“Se compararmos aos anos ‘normais’ anteriormente, a procura ainda é baixa. Por enquanto mais cotações e especulações do que certeza de venda”, analisou Nilton Gomes da Rocha, proprietário da papelaria Acquarela.

Foi a partir da segunda semana de janeiro, com a volta às aulas, que se percebeu maior busca pelos materiais, e há possibilidade de aumentar ainda mais em fevereiro, com o retorno das aulas 100% presenciais.

“Geralmente começa maior movimento em fevereiro”, disse o proprietário da Atony Aqui Tem, Antônio Batista Orlando, mais conhecido como Tony.

Com variados itens na lista, os materiais voltados para as séries iniciais são os mais procurados, além dos itens comuns, presentes em todas as listas, como caderno, lápis de cor, canetas, entre outros. “Os mais procurados são caderno e lápis de cor. Já os menos procurados são atlas e dicionários”, observou a equipe da Berpel Embalagens.

Contudo, não se pode esquecer que a pandemia ainda não acabou, e José Luiz Borges Penha Filho, um dos proprietários da Shop-Lar, avalia que, além dos itens de costume, máscaras de proteção e álcool em gel entraram em praticamente todas as listas.

De acordo com Penha Filho e Tony, dos produtos que obtiveram menor variação estão os lápis de cor e canetas; em contrapartida, cadernos e estojos tiveram maior variação em seu preço.

Em comparação aos anos passados, os proprietários perceberam que quase todos os produtos sofreram alguma alteração em seu valor — Tony informou que as canetas não apresentaram variação em seu valor, enquanto que para a equipe Berpel Embalagens isso ocorreu com os cadernos.

Ambos constataram que houve um aumento significativo nos valores do material escolar.
“Produtos importados, em média 15 a 20%; produtos nacionais, em média 5 a 25%”, pontuou Penha Filho, sobre os preços que elevaram seu valor, comparados aos anos anteriores.

OPÇÃO ECONÔMICA

Nem sempre comprar material é a primeira opção para os pais — muitos preferem reaproveitar aqueles que ainda estejam em boas condições de uso.

É o caso da professora Patrícia Graziela Stanguini Ribeiro, que todos os anos, além de comprar material, também reaproveita alguns, como tesoura, por exemplo, para sua filha Isabelle, 11, no sexto ano. A garota usa a mesma tesoura desde os 5 anos, quando estava no infantil- 5.

Cadernos: itens que tiveram maior aumento

Para Patrícia, o principal motivo de reaproveitar o material é a alta dos preços e, na hora de decidir qual itens comprar, ela observa o valor, qualidade e o custo benefício.

“Os que mais reutilizo são os lápis de cor, canetinhas hidrocor, tesoura, estojo, mochila e o que temos que comprar são os cadernos e livros, que temos que trocar todo ano”, declarou.

Para os pais que ainda querem comprar materiais novos mas desejam economizar, o site do Procon/SP realizou uma pesquisa comparativa de preços de material escolar, da capital de São Paulo, feita no período de 07 a 10 de dezembro de 2021, utilizando oito sites de lojas e papelarias como base, e foi divulgada em janeiro.

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