Por Ignácio Garcia
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Agosto fechou com aceleração de 0,87% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial no Brasil, ante 0,24% no mesmo intervalo de 2020. Puxada pela alta no preço dos combustíveis, foi a maior taxa para o mês desde 2000, quando registrou 1,31%. Em julho, o resultado foi de 0,96%.

O IPCA acumulado em 2021 até agosto chegou a 5,67% – a maior taxa para o mês desde 2015. Nos últimos 12 meses, já alcançou os 9,68%, o que representa 0,30 ponto percentual a mais que na prévia de 9,30% do IPCA-15, de 25 de agosto e divulgada pelo O MUNICIPIO.
Com o resultado, a inflação fica acima da meta estabelecida pelo Banco Central para este ano, que é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos – podendo variar entre 2,25% e 5,25%.
Recap não vê cenário propício para queda no preço dos combustíveis
Em 2021, o combustível transformou-se num dos maiores vilões da inflação, responsável por afetar duramente o orçamento das famílias brasileiras – já prejudicadas pela alta dos alimentos e da energia elétrica. O etanol, por exemplo, que antes era uma alternativa aos consumidores que possuem veículos flex, já não tem sido mais atrativo por contas do alto valor praticado.
Augusto Cesar Mafia, diretor da regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap) em Piracicaba, que também abrange São João da Boa Vista, explica que apesar de estarmos em período de safra, o etanol está sofrendo muito com as questões climáticas.
“A produtividade da cana, segundo especialistas, caiu muito, e se está produzindo menos etanol por tonelada de cana, o que faz com que o preço aumente. Outro ponto importante do etanol é que ele segue a paridade da gasolina. Então, mesmo se existisse uma oferta de etanol no mercado, ele não pode ficar com o preço muito abaixo da gasolina porque senão não existe etanol para suprir a necessidade do mercado. Se todo mundo ‘correr’ por etanol por conta do preço, falta e fatalmente ele ficará mais caro”, disse.
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