Por Bruno Manson
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A Justiça condenou o deputado estadual Douglas Garcia (PTB) a indenizar todas as pessoas que tiveram seus dados divulgados em junho do ano passado no chamado ‘dossiê antifascista’, que contém centenas de dados pessoais de opositores do governo federal. Com quase 1.000 páginas, o documento circulou pelas redes sociais de grupos de extrema direita e menciona três moradores de São João da Boa Vista.

Além de nomes, o arquivo traz fotografias, endereços e telefones pessoais de várias pessoas, associando-as a termos como ‘terroristas’ e ‘organização criminosa’. Em um dos perfis sanjoanenses citados, além do nome e endereço das redes sociais da pessoa denunciada, ainda consta a seguinte observação: “Segue diversas páginas antifascistas” – como se isso fosse um agravante ou até mesmo um crime. Tamanha é a retaliação aos supostos ‘terroristas’, que até o local de trabalho de um deles é revelado.
Na época em que o dossiê veio a público, o gabinete de Douglas Garcia emitiu uma nota negando que ele tenha vazado os dados pessoais dos opositores do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).
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