Por Bruno Manson
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Nos últimos meses, o vereador Junior da Van (PSD) tem sido figura recorrente nos plantões médicos de São João da Boa Vista. Ora na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ora no Centro Covid e, por vezes, nas unidades básicas. Também são constantes suas reclamações de supostos atrasos em atendimento, além da insistência em entrar nas repartições, fato que desagradou servidores do Departamento Municipal de Saúde.

Não contente com as intervenções, o edil entrou com uma representação no Ministério Público, requerendo do órgão a “apuração dos fatos e tomada de medidas cabíveis em face dos responsáveis, visto que há notícias de omissão na prestação do auxílio à população, sobretudo na UPA e na UPA-Covid (sic)”.
Na terça-feira (20), o 2º promotor de Justiça, Donisete Tavares Moraes Oliveira, indeferiu os pedidos do edil e pronunciou-se a respeito das alegações do vereador.
Segundo o representante do MP, Júnior da Van anexou à representação diversos ofícios, dentre eles, vários que não têm qualquer relação com a atuação da Promotoria, como um “pedido de compra de cadeira de rodas, ventilação e analgésicos” e outro de “transporte público para mulheres”.
Em seu relatório, o promotor afirma que “parece óbvio que, pontualmente, alguma questão possa apresentar algum inconveniente, como a falta de médico de uma especialidade em uma UBS, ou a falta de ambulância fixa em um ponto, ou a falta de transporte para mulheres etc. Tais pequenas faltas não inviabilizam, de forma alguma, o eficaz atendimento à população”.
Outro ofício destacado pelo MP é um “pedido de disponibilização de medicamentos não recomendados pela ciência mundial para tratamento de Covid (tratamento precoce)”. Para o MP, a representação do vereador não possuiu “um ponto sequer de fundamento”, principalmente no que tange à solicitação de tratamento precoce na pandemia (kit Covid).
“[…] trata-se de assunto indevido no âmbito da Administração Pública, cuja gestação deve se dar sob o comando da legalidade, isto é, nos termos do preconizado pela ciência mundial, jamais sob o ‘protocolo de um palpiteiro’ que não mostra empenho no combate à Covid-19”, afirmou Donisete, que reiterou a capacidade técnica dos médicos do Departamento Municipal de Saúde na condução da temática.
Ainda no documento, o promotor solicitou a notificação do vereador e informou que, “se decorrido o prazo sem apresentação de recurso, arquive-se”.
A reportagem do O MUNICIPIO entrou em contato com Junior da Van, mas, até o fechamento desta edição, ele não manifestou-se a respeito.
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