Morte de médica é alvo de investigação da Polícia Civil

Por Bruno Manson

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A Polícia Civil investiga as circunstâncias que resultaram na morte da médica Cristiane Maria Pereira da Silva, 39, em um condomínio de luxo na Zona Leste de Marília (SP). De família sanjoanense, ela faleceu após se envolver em uma briga com o marido na sexta-feira (2). O fato está sendo averiguado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº.: 435/2021, o caso foi registrado como “autolesão”. Conforme consta no documento, a Polícia Militar foi acionada e encaminhou uma equipe para atender a ocorrência. No local, os pms foram informados que, após uma discussão entre o casal, a mulher teria se autoinfligido lesões com uma faca, necessitando ser encaminhada às pressas ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília (HC Famema). Apesar de todos os esforços, a vítima não resistiu e veio a falecer no momento em que era submetida a uma cirurgia, por volta das 22h.

Cristiane estava casada há cerca de seis anos e deixou dois filhos – um menino de 5 anos e uma menina de 3 meses. O sepultamento dela ocorreu no final da tarde de sábado (3), no Cemitério Parque das Orquídeas, em Marília.

Morte: Cristiane não resistiu ao ferimento e faleceu enquanto era submetida a cirurgia (Reprodução/Arquivo Pessoal)

BRIGA

Durante a apuração do fato, o marido e mais duas testemunhas prestaram depoimento na Central de Polícia Judiciária (CPJ) e foram liberados. Segundo informações preliminares levantadas pela Polícia Civil – e relatadas no BO –, durante a discussão, Cristiane pegou uma vassoura e teria investido contra o esposo, chegando a lhe agredir e a causar lesões.

Em meio ao embate, ele teria tomado o objeto dela e dado um golpe para afugentá-la. Diante disso, a médica apoderou-se de uma faca para tentar agredi-lo, ocasião em que teria se autolesionado na região da barriga, conforme consta no relatório policial.

“SÓ QUERO A VERDADE”

Bastante abalada pelo falecimento da filha, Eunice contatou o jornal O MUNICIPIO para comentar o caso e relatou que aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML). “Só quero a verdade”, declarou a mãe, ainda bastante consternada com a morte.

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