Por Daniela Prado
O cantor e compositor Paulo Tó está com um novo álbum autoral a caminho, o ‘Galope’, que promete misturar ritmos de samba, estilo de pastorinhas das irmãs Estela e Eloiza Paixão, passando pelo sincopado, sempre com os versos bem característicos que ele compõe.
O primeiro single do álbum é ‘Levanta’, que deverá ser divulgado nas plataformas digitais em alguns dias e conta com a intervenção cênica da atriz Helena Albergaria, na abertura.
A produção musical de ‘Galope’ é assinada por Guilherme Kastrup e pelo próprio Paulo Tó.
“O álbum, gravado durante a pandemia, reúne 9 canções autorais e uma versão, de autoria do compositor português Fausto Bordalo Dias. Explorando novas linguagens a partir da MPB dos anos 1970, em diálogo com o Rap e com a música eletrônica, as canções nos convidam a uma viagem lírica, que reflete os impasses e sonhos que nos envolveram nos últimos tempos – no Brasil e no mundo. Com uma sonoridade fragmentada em bricolagens de tempos históricos sobrepostos, colocando em perspectiva passado e futuro, as canções investigam novas musicalidades em tensão com o trabalho da poesia. ‘Galope’ é uma busca inquieta por caminhos, respiros, horizontes”, justificou Paulo Tó.
Ele cita que o disco tem como músicos de base Guilherme Kastrup (bateria e percussão), Marcelo Cabral (baixo e synth) e Rodrigo Campos (guitarra e cavaco), sendo que ele próprio gravou vozes, violões e programações de beats.
O álbum tem ainda Maria Beraldo, Sidmar Vieira e Thiago França nos arranjos de sopro; backing vocal de Estela e Eloiza Paixão, Lucila Tragtenberg e Mariana Mayor; e as participações especialíssimas de Cecília Boal (atriz, psicanalista e viúva de Augusto Boal), Douglas Germano (cantor e compositor), Helena Albergaria (atriz e integrante da Cia. do Latão), Jé Oliveira (ator, diretor e dramaturgo do Coletivo Negro), Salloma Salomão (artista, professor e militante) e da pianista portuguesa Joana Sá (criadora da trilha original do filme ‘Tabu’, de Miguel Gomes).

“As colaborações presentes no disco revelam que ‘Galope’ nasce a partir da confluência de vários caminhos, desde a minha relação com o teatro, pela parceria com atores e produtores; meu contato e amizade com Guilherme Kastrup e a geração de músicos paulistanos contemporâneos; a aproximação com Jé Oliveira e Salloma Salomão, também pelo viés do teatro, principalmente pelas discussões sobre cultura africana e afro-brasileira, que geram investigações pessoais na linguagem do Funk e do Rap; e, por fim, pela minha relação com Portugal, criada na turnê de meu disco anterior em Lisboa, que culminou no contato com poetas e músicos portugueses como Fausto Bordalo Dias e José Mário Branco – grandes artistas da geração da Revolução dos Cravos”, finalizou.




