
Termina, no mês que vem, o contrato entre a Prefeitura de São João e a Estapar, empresa que controla as áreas de estacionamento rotativo em Zona Azul na cidade.
A cobrança pelo uso das vagas começou há 20 anos, em pacto firmado no apagar das luzes da gestão do então prefeito Laert de Lima Teixeira.
Os parquímetros sempre tiveram, na opinião pública, uma imagem de caça-níqueis. Por um lado, o pagamento para estacionar, pelo menos nas áreas centrais, é uma medida que, em tese, visa a rotatividade nas vagas, evitando que alguns motoristas passem o dia todo com
os veículos estacionados no mesmo lugar.
Por outro, é um custo a mais para quem circula pelo Centro e, às vezes, até desiste de comprar no comércio adjacente, ainda mais nestes tempos de “vacas magras”.
Já no atendimento, os fiscais da empresa que administra o serviço colecionam reclamações. Alguns são tão ‘mecanizados’ quanto os parquímetros: sem “bom dia”, sem “boa tarde” – é dinheiro cá e tíquete lá, sob pena de notificação pendurada no vidro do veículo.
Agora, com a expiração do contrato, a Administração Municipal pretende fazer uma audiência pública para estudar se continua ou não com a cobrança na cidade. Com isso, a Estapar pode ter que ir ‘estacionar’ em outra freguesia.




