
O preço dos combustíveis não para de subir. Pela quarta semana consecutiva, o etanol, o diesel e a gasolina, estão mais caros nas bombas dos postos. Na quinta-feira (18), a Petrobras anunciou mais um aumento dos preços médios de venda às distribuidoras da gasolina e do diesel, que começaram a funcionar na sexta-feira (19).
Segundo a companhia, os preços médios da gasolina entregue às distribuidoras sobem 10,2%, para R$ 2,48 por litro. Já o diesel, a alta será de 14,7%, para R$ 2,58 por litro.
É a quarta alta de 2021 no preço da gasolina e a terceira no valor do litro do diesel. Em dezembro, o litro da gasolina custava em média R$ 1,84, já o do diesel saía a R$ 2,02.
PORCENTAGEM
Com os novos reajustes, o litro da gasolina nas refinarias acumula alta de 34,78% desde o início do ano. Já o diesel subiu 27,72% no mesmo período.
Nos postos, a gasolina está 5,8% mais cara desde a primeira semana do ano, vendida a R$ 4,833 na média, segundo pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já o diesel era vendido a um preço médio de R$ 3,875 o litro nas bombas.
PROPRIETÁRIO
O empresário Gabriel Reis, proprietário do Posto Verus, em São João da Boa Vista, é contra este aumento dos preços de venda dos combustíveis às distribuidoras. “É um absurdo e inadequado para o momento delicado que estamos vivendo na economia mundial”, afirmou.
No posto de combustíveis sanjoanense, o aumento médio do valor de venda ao consumidor neste ano foi de R$ 0,40 a R$ 0,50. “Os consumidores estão insatisfeitos e os revendedores também. Acredito que os únicos satisfeitos com estes aumentos são os acionistas da Petrobras, que estão vendo a empresa dar lucro às nossas custas”, desabafou.
Reis ainda destacou que em todos os ramos do comércio, o custo dos produtos subiu este ano. “Os itens da cesta básica subiram demais, ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] subiu, luz subiu, taxas subiram e impostos federais e estaduais também subiram. E no valor do combustível vendido existem todos esses impostos e taxas. Portanto, a composição do valor não é só pelo custo do produto e pela margem do revendedor. Na cadeia de produção e distribuição do combustível, hoje, quem tem a menor lucratividade é o posto revendedor que está no fim da linha”, explicou.
PETROBRAS
A Petrobras divulgou comunicado à imprensa para reafirmar que não houve alteração no alinhamento dos preços de combustíveis em relação ao praticado no mercado internacional. Em nota, a empresa afirmou que “esse alinhamento é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.
A estatal tentou amenizar o impacto das altas no bolso dos brasileiros, citando o preço pago pelos combustíveis internacionalmente. Além disso, destacou que, segundo pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 167 países, “o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking, sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países”.




