
Nesta quarta-feira (3), a gestão de João Doria (PSDB) anunciou a revogação do decreto que colocava todo o Estado de São Paulo na fase Vermelha aos finais de semana. A etapa é considerada a mais restritiva do Plano SP de flexibilização econômica. Na cidade de São João da Boa Vista, a Prefeitura deve publicar um novo decreto com a regulamentação e detalhes adicionais.
A medida, que entrou em vigor desde o dia 25 de janeiro, manteria todo o território paulista na fase Vermelha por dois finais de semana consecutivos, findando o prazo em 7 de fevereiro. Agora, as restrições mais duras deixam de valer já no sábado (6).
Com suspensão, estabelecimentos como shoppings, restaurantes e comércios – considerados não essenciais – têm a permissão para funcionar aos sábados, domingos e feriados, mas apenas nas regiões que estão na fase Laranja Plano São Paulo, o que inclui a região de São João da Boa Vista.
Na data do anúncio do endurecimento da quarentena aos finais de semana, o governo paulista ainda decidiu que somente os serviços essenciais poderiam operar depois das 20h em dias úteis. Contudo, a medida não tinha efeito prático de mudança, uma vez que a fase Laranja já não permite funcionamento após as 20h – como seguirá sendo feito.
De qualquer forma, para a revogação, a gestão estadual alegou que as medidas já provocaram melhora nos indicadores de saúde e que, por isso, foram canceladas antes do prazo inicial previsto.
“Tivemos felizmente queda em internações em todo o estado de São Paulo, tanto em leitos primários quanto em leitos de terapia intensiva (UTI), o que nos permite suspender a decisão de fechamento de atividades econômicas já neste final de semana em todo o estado. Tivemos uma diminuição de 11% no número de internações por Covid-19 nos leitos públicos e privados e o governo entende que podemos permitir que as atividades de fim de semana sejam retomadas”, disse o governador João Doria.
Nesta terça-feira (2), o Estado de SP registava 67% de ocupação dos leitos de UTI, uma leve queda em comparação com os números da semana anterior, quando o índice estava acima de 70%.
Entretanto, 15 hospitais estaduais têm mais de 80% de ocupação, sendo que seis deles já não conseguem mais atender novos pacientes por falta de vagas. Os números de mortes permanecem estáveis em um patamar superior a 200 óbitos por dia.
PLANO SÃO PAULO
Uma nova reclassificação do Plano São Paulo deverá ser divulgada pelo governo do Estado na sexta-feira (5).

CLASSIFICAÇÃO EM VIGOR
VERMELHA – só operam serviços essenciais
- Marília;
- Franca;
- Barretos;
- Bauru;
- Taubaté;
- Ribeirão Preto.
LARANJA – bares não abrem, e demais serviços funcionam com restrições de horários e capacidade
- Grande São Paulo;
- Araçatuba;
- Piracicaba;
- São José do Rio Preto;
- Registro;
- Araraquara;
- Baixada Santista;
- Campinas;
- São João da Boa Vista;
- Presidente Prudente;
- Sorocaba.
O QUE FUNCIONA NA FASE LARANJA
(Esta fase sofreu alterações no dia 5 de janeiro e passou a ser mais permissiva)
- Todos os setores de comércio e serviços passam a ser permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido;
- Capacidade de ocupação: antes era de 20% e vai para 40% em todos os setores;
- Funcionamento máximo: ampliado de 4 para 8 horas por dia;
- Horário de fechamento: atendimento presencial só poderá ser feito até 20h;
- Parques estaduais, salões de beleza e academias: poderão abrir.
O QUE FUNCIONA NA FASE AMARELA
- A capacidade máxima passa a ser limitada a 40% de ocupação para todos os setores. Antes, o percentual variava por setor: academias podiam operar com apenas 30% da ocupação, por exemplo;
- O atendimento presencial ao público pode ser feito apenas até as 22h, em todos os setores, exceto no setor de bares, que pode funcionar até as 20h;
- O horário de funcionamento passa a ser limitado a 10 horas por dia para todos os setores. Antes, o horário variava por setor.
SERVIÇOS ESSENCIAIS QUE PODEM FUNCIONAR NA FASE VERMELHA
- Farmácias;
- Mercados;
- Padarias;
- Açougues
- Postos de combustíveis;
- Lavanderias;
- Meios de transporte coletivo, como ônibus, trens e metrô;
- Transportadoras, oficinas de veículos;
- Atividades religiosas;
- Hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria;
- Bancos;
- Pet shops.
(Com informações do G1)




