
O livro ‘O Prefeito e o Capeta’, de autoria de Francisco de Assis Carvalho Arten, está em sua 2ª edição. Lançado inicialmente em 1994, pela Thex Editora, do Rio de Janeiro, trata-se de uma sátira de práticas políticas dos governantes e como eles agem.
O Prefácio, tanto da primeira como da segunda edição, é de Antônio Carlos Villaça, um dos escritores e críticos literários mais importantes da época em que ‘O Prefeito e o Capeta’ foi concebido.
“Não teve nenhum fato específico que me inspirou. É política de um modo geral. São vários fatos, em diversos pontos do Brasil, que resolvi escrever, trazendo um universo todo para uma pequena cidade, onde um fato inusitado acaba mexendo com a rotina local e com o mando de um político: um prefeito que comandava e manipulava a cidade do jeito que ele bem entendia, livremente. Para quebrar esse domínio, só mesmo um fato extraordinário. Então uma série de coincidências acontecem e levam a um encontro inusitado dele com o capeta. Se esse encontro aconteceu realmente, o livro acaba deixando para a conclusão do próprio leitor. Para saber se houve ou não o encontro entre o Prefeito e o Capeta, tem que ler o livro”, comentou Arten, sobre a trama de sua obra.

O autor também menciona a crítica que recebeu de uma jornalista do Estadão, anos depois da 1ª edição, apontando a atemporalidade da temática deste livro.
“Veja, a temática política não mudou. A política não mudou. Na verdade, hoje está até mais, digamos, engraçada do que naquela época. Haja vista esta questão da vacina e a polêmica entre os dois candidatos a presidente. Se não fosse tão trágico o momento, seria uma piada engraçadíssima ver os dois se digladiando para saber qual deles é o ‘dono’ da vacina. Patéticos. Então o livro tem, na verdade, mais a ver com o momento atual do que quando lançado”, finalizou.




