
Nesta terça-feira (1º), teve início no Facebook/Encantadoras Brasileiras, um ciclo de contação de histórias, o último do ano, comandado por Carolina Peruchetti Gallego e Juliana Evangelista, arte-educadoras sanjoanenses.
Ao longo do mês de dezembro, elas levarão ao público dez estórias #Sanjoanediferentes, além de muita brincadeira, resgate de Cultura tradicional da infância, construção de instrumentos musicais, brincadeiras de mão e outras atividades desse tipo, todas online e gratuitas, às 14h30.
Criado há cinco anos, por Carolina – formada em Ciências Sociais e História- e Juliana, graduada em Letras, o projeto de contação de histórias ‘Encantadoras Brasileiras’ visa apresentar às gerações de hoje, a cultura popular brasileira.
“Pesquisamos histórias tradicionais brasileiras e enriquecemos a contação com cantigas e brincadeiras populares. Nós também somos percussionistas e usamos, na contação, instrumentos tradicionais/regionais das culturas negra, indígena e europeia. O Rafael Alves, músico, se juntou a nós no início desse ano e nos auxilia com a produção musical e também acompanha a contação tocando violão”, detalhou.
O projeto ‘Bibliotecas Online’, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, capital, será o terceiro trabalho que Juliana e Carolina apresentam em 2020, em formato online.
“As apresentações ocorrerão na nossa página do Facebook e nas páginas de algumas bibliotecas municipais da cidade de São Paulo. Serão dez apresentações, de 1º a 19 de dezembro e cada uma trará uma história diferente, enriquecida com brincadeiras de mão, trava-línguas, comentários nossos sobre ritmos populares da cultura brasileira, um pouco de dança, falaremos sobre os instrumentos que usamos e também ensinaremos a construir alguns instrumentos com material reciclável”, adiantou.
Sem querer dar spoiller, a arte-educadora apenas cita que, em um dia, serão contadas histórias sobre o Saci, em outro, ‘O tubarão mangona e o pescador’ (na qual haverá discussão sobre o bem o mal entre um pescador muito trabalhador, um gambá e um tubarão), em ‘João Cinzento’, um rapaz que adorava fazer trabalhos domésticos é presenteado com um violão mágico, e assim seguem as histórias, sempre com conteúdo extra e surpreendente.
Para Juliana, a principal importância de manter essa cultura popular brasileira em disseminação é dar às crianças de hoje, a oportunidade de conhecer essas histórias e músicas.
“São histórias e cantigas de domínio público, que muitas vezes têm origens diversas. Diante de um cenário em que a cultura está tão homogeneizada, acreditamos que aprender a apreciar a cultura genuinamente nacional é fundamental para a formação dos cidadãos”, finalizou.




