Aos 16 anos, Mateus Manso acerta contrato profissional

(Divulgação/Arquivo Pessoal)

Nascido na Finlândia, mas com raízes sanjoanenses. Este é Mateus Manso, filho de Marco Manso, que jogou futebol por muitos anos na Europa e estava na Finlândia – mais precisamente na cidade de Kuópio – quando Mateus nasceu.

Com apenas um ano e quatro meses, o garoto veio ao Brasil e se estabeleceu em São João da Boa Vista, terra da mãe: Alessandra Florêncio Caño.

Mateus atualmente tem 16 anos e é monitorado pelo São Paulo desde 2014. Esta semana, o Tricolor oficializou o primeiro contrato profissional do atleta, que vai até 30 de setembro de 2023.

INÍCIO
Por influência da família, Manso começou a jogar futebol muito novo, logo aos três anos já dava os primeiros chutes. Apesar de jovem, ele demonstrava uma habilidade diferenciada e ingressou em escolinhas de São João, até se transferir para Cotia (SP), onde fica o Centro de Formação de Atletas do São Paulo.

“Meu incentivo pra jogar futebol veio da minha família, meu pai era jogador profissional e meu irmão gostava muito também, sempre estive envolvido com a bola. Em São João, aos quatro anos, eu entrei no projeto Juventude Missionária da Comunidade Providência Santíssima, lá eu fiquei até meus seis anos. Daí em diante joguei no Palmeiras de São João até me mudar para Cotia”, disse.

Em São João, Mateus disputou muitos campeonatos, tanto no campo quanto no quadra, como a Taça São João (antiga Taça Internacional), Campeonatos da Federação Paulista de Futsal, Copa UniFAE, entre outros. Muitos destes torneios ele saiu campeão e alguma delas, artilheiro.

Revelação: Mateus Manso assinou com o São Paulo e terá contrato até setembro de 2023 (Divulgação/Arquivo Pessoal)

OPORTUNIDADE SOBERANA
Quando Mateus tinha apenas nove anos, se destacava jogando no Palmeiras de São João, por isso foi realizar uma peneira no São Paulo, por indicação do técnico sanjoanense Felipe Lopes – hoje observador técnico do Athletico Paranaense.

O jogador foi aprovado no primeiro teste e ficou uma semana em Cotia, em avaliação. Continuou se destacando e ficou sendo monitorado pelo Tricolor até os 14 anos, que é a idade que o atleta pode alojar, e desde então mora no CT do Tricolor.

“Sou muito grato a Deus por tudo que aconteceu e está acontecendo na minha vida, e também a minha família e amigos próximos, que sempre me ajudaram. Agradeço também às pessoas que me incentivaram a chegar até aqui, como o Ednilson, o padre Alexandre, o Felipe Lopes, o Cássio Germinari e muitos outros que me ajudam até hoje”, contou o atleta que teve algumas dificuldades em ter de morar sozinho. “Sem dúvidas a pior dificuldade no início de São Paulo foi a adaptação, porque é muito difícil uma ‘criança’ largar tudo com 14 anos e passar a ser um ‘adulto’ e ter de se virar sozinho”.

Mateus, que sempre foi atacante, está há sete anos jogando no São Paulo. Teve o melhor momento quando disputou o Paulista sub-15, em 2019. Agora já aguarda a próxima competição, que será a Copa do Brasil sub-17 e o Campeonato Brasileiro da mesma categoria; este que está em andamento, com jogo no domingo (18), onde o São Paulo recebe o Santos, às 15h, no CT de Cotia.

ASSISTÊNCIA DE NEYMAR E GOL DE MANSO
Mateus Manso é empresariado pelo Wagner Ribeiro, principal agente esportivo do Brasil e um dos responsáveis por levar Neymar, Lucas, Robinho, Kaká e outros para Europa.
Em dezembro de 2016, Neymar e Robinho promoveram um amistoso beneficente no Pacaembu, o ‘Ousadia x Pedalada’. Parte da renda obtida neste jogo foi revertida para o Instituto Projeto Neymar Jr.

A convite de Wagner, Manso fez parte do time do Neymar, entrou no segundo tempo e marcou um gol com assistência do camisa 10 da Seleção Brasileira.

“Sem dúvida minha maior inspiração é o Neymar. Eu espero chegar no profissional do São Paulo e fazer o meu nome ganhando muitos títulos e, se Deus quiser, um dia poder realizar meu sonho de ganhar uma Liga dos Campeões e também ser campeão do mundo”, revelou.

(Divulgação/Arquivo Pessoal)

PROFISSIONALIZAÇÃO
O próprio empresário foi o responsável por dar a notícia ao jogador sobre o interesse do São Paulo em efetuar um contrato profissional.

“Eu recebi a notícia por meio do meu empresário, o Wagner Ribeiro. Estava descansando depois do treino e recebi uma ligação dele me perguntando: ‘está preparado para assinar seu primeiro contrato profissional?’. Fiquei muito feliz e até me emocionei na hora, pois é um dos sonhos sendo realizados”, falou.

PALAVRA DO TÉCNICO
O professor Cássio Germinari foi um dos treinadores de Mateus na época do Palmeiras e sempre acreditou no potencial do atleta, mas fez questão de afirmar que o tratava igual aos demais.

“Conheci o Manso em 2012, no Palmeiras, ele sempre foi muito diferente, acima da média, às vezes dava um pouco de trabalho fora de campo [risos], mas dentro não tinha pra ele, um cara muito parceiro, que sabia a hora de brincar e a hora de levar a sério. Eu dava umas cutucadas nele para segurar as rédeas, via muita gente passando a mão na cabeça por ser um bom jogador, mas só bom dentro de campo não leva a lugar nenhum e eu tratava ele igual aos outros, faz parte do processo ter os pés no chão”, relatou o treinador.

Cássio também contou uma passagem curiosa em que deixou o jogador no banco de reservas. “Estávamos treinando para uma competição em janeiro e ele estava viajando, chegou no último dia de treino e aí expliquei para ele que não seria justo ele começar jogando e tirar espaço de quem treinou a semana toda. Ele entendeu, mas tive de deixar ele no banco, até para ganhar a confiança de todos os meninos. Mas a torcida na arquibancada não sabia da história toda e começaram a me chamar de louco de deixá-lo no banco”, finalizou Cássio.

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