
Na próxima quarta-feira (14), às 16h, no Facebook e YouTube MPB4, haverá um ‘Bate Papo MPB4’ com a presença dos músicos Mário Negrão e Bebeto Castilho.
A reportagem do O MUNICIPIO conversou com Negrão, que é baterista e trabalhou diretamente com o quarteto musical, conhecido nacionalmente por sucessos como ‘Falando de Amor’, ‘Amigo é para essas coisas’, ‘A Lua’, ‘Por quem merece amor’ e tantas outras canções.
“A live que está anunciada para o dia 14 foi produzida pelo MPB4, grupo vocal com o qual trabalhei de 1975 até 1982. Fui chamado para trabalhar com Chico Buarque e MPB4; depois o Chico separou-se e fiquei apenas com os quatro vocalistas. O convite foi uma consequência de um show que eu fazia com Vinicius de Moraes, Toquinho e Clara Nunes, grande sucesso da década de 1970 no Brasil. O empresário que cuidava do Vinicius era o mesmo do Chico – chamava-se Benil Santos. Foi ele que ajudou o Chico e MPB4 a me chamarem”, recordou ele, sobre detalhes de sua carreira musical.
E acrescentou que sua ‘estreia oficial’ nesta carreira aconteceu em Porto Alegre (RS).
“Fizemos uma longa temporada no Sul, Florianópolis e Curitiba. Naquele tempo, fazíamos longas temporadas em todo o Brasil e exterior (Argentina, Uruguai e Itália). O acompanhamento era somente contrabaixo e bateria, Bebeto e eu. Bebeto era componente do Tamba Trio. Ele voltara do México e estava sem trabalho e foi chamado”, comentou Negrão.
Sobre trabalhar com Bebeto Castilho, ele revela que os dois se conheceram no México.
“Lá eu tocava em uma casa noturna próxima ao teatro Forum, onde se apresentava o Tamba 4 com Leny Daily e Flora Purim. Ele [Bebeto] foi assistir ao meu trabalho e nos conhecemos ali. Algum tempo depois, nos encontramos em um ensaio no Rio e quem diria que iríamos trabalhar juntos logo mais?”, lembrou o baterista.
Assim sendo, os dois ficaram por muitos anos trabalhando juntos, acompanhando o MPB4 e gravaram diversos discos de vinil.
“Fizemos inclusive dois shows em São João da Boa Vista, no antigo Cine Avenida. Eu fiquei muito emocionado em fazer esses shows na terra de minha infância. A empregada de minha mãe, que me criou, foi me assistir e eu não pude conter as lágrimas”, finalizou Mário Negrão, que ainda tem amigos no município, como Maria Cândida de Oliveira Costa, a Can, e considera São João um ‘santuário’, pelo qual tem muito carinho.




