
O excessivo calor feito em São João da Boa Vista e região nestas últimas semanas tem causado muito incômodo, principalmente porque, paralelo a ele, há muitas queimadas e incêndios.
Dados do Climatempo apontam que nesta quarta-feira (7), em nossa região, a temperatura mínima será de 20ºC e a máxima de 39ºC, com sol e algumas nuvens, sem previsão de chuva.
Essa máxima de 39ºC deve permanecer até sexta-feira (9), para quando o Climatempo estima “Sol e aumento de nuvens de manhã, com pancadas de chuva à tarde e à noite”.
E o final de semana começa com essa mesma descrição, terá temperatura mínima de 20ºC e máxima de 36ºC, no sábado (10).
A causa deste calor, em plena primavera, segundo meteorologistas, é o chamado bloqueio atmosférico – fenômeno que ocorre quando ventos fortes nas camadas mais altas da atmosfera (a cerca de 12 mil metros de altura) impedem que frentes frias que estão chegando no sul do País atinjam o sudeste e o centro-oeste.
“Ventos na alta atmosfera que estão sobre o centro da Argentina e atingem parte do Rio Grande do Sul estão (se movendo) na posição de oeste para leste. Toda vez que chega uma frente fria na região sul, eles não deixam a frente fria ir para o norte, a empurram para o oceano. Já faz dois meses que temos esse bloqueio”, justificou Francisco de Assis, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em entrevista ao site UOL Notícias.
Thomaz Garcia, meteorologista do Centro de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, por sua vez, explica que o bloqueio atmosférico, além de impedir a umidade de chegar ao sudeste e ao centro-oeste, ocasiona a persistência de uma massa de ar seco sobre essas regiões.
“Quando isso persiste por muitos dias, que é o caso agora, a gente tem esses recordes de temperatura, porque a umidade ajuda a diminuir a temperatura. Este ano só choveu 20% da média para essa época”, acentuou Garcia.
SANJOANENSE ‘ARDE’
Justificativas à parte, os sanjoanenses têm sido unânimes em afirmar que o calor está insuportável, ao mesmo tempo em que buscam alguma maneira de contornar esse problema climático, a fim de ‘suportá-lo’ melhor.
Vanessa Carvalho, consultora esportiva, personal e integrante do Ciclobelas – grupo de mulheres adeptas do ciclismo — continua percorrendo trilhas e estradas com sua bike, mesmo sob o calor intenso.
“Em temperaturas mais altas, o exercício deve ser feito mediante alguns cuidados. Como a temperatura corporal tende a aumentar, e consequentemente aumenta a sudorese, isso causa o risco de desidratação, além da possibilidade de se sentir mal. Se ocorrer, pare a atividade imediatamente, procure uma sombra, deite-se e hidrate-se devagar, para que não haja um desequilíbrio corporal. De preferência, o exercício deve ser feito antes das 10h e depois das 17h, principalmente nas atividades ao ar livre. Também use roupas apropriadas e se possível, proteja a cabeça com algum acessório”, orientou ela, que também segue esses cuidados ao se exercitar no calor.
Já o aposentado José Roberto Moreno observa que, realmente, essa onda de calor veio acima da média, justamente no momento de escassez das chuvas.
“Tempo seco com temperatura alta é um grande desconforto! O que podemos fazer é a hidratação e, dentro do possível, menor exposição ao Sol. No meu caso, costumo, em algumas vezes que vou beber água, pingar umas gotas de suco de limão, que dá uma sensação refrescante”, sugeriu ele, acrescentando que o homem colabora para essa grande mudança no clima do planeta, com intervenções fortes na natureza.
O bancário aposentado Toninho Gregório também acredita que não havia sentido anteriormente um calor com tanta intensidade. “Estou procurando um meio de amenizar a situação mas, pelo jeito, terei que comprar um aparelho de ar condicionado. Tenho um ventilador que é até potente, porém, além do barulho que faz, ainda o ar vem morno devido a temperatura quase insuportável”, concluiu.




