
De quatro processos de licitação para o início das obras de construção da represa do Rio Jaguari-Mirim, em São João da Boa Vista (SP), dois deles já estão sendo preparados junto ao Departamento Administrativo da Prefeitura para publicação dos editais.
Segundo o Departamento de Gestão e Planejamento, um deles, considerado o maior contrato das obras civis da barragem, está estimado em R$ 26 milhões.
O outro, de aproximadamente R$ 1 milhão, será para a contratação de equipe completa de uma empresa especializada em Gerenciamento e Fiscalização e que dará suporte à Pasta durante a instalação do empreendimento.
“Dos R$ 37 milhões de obra até agora, R$ 27 milhões já foram liberados”, garantiu o engenheiro Julio Luís de Almeida Lino, titular de Gestão e Planejamento.
O diretor da Pasta ainda completa que mais duas licitações devem ocorrer para a conclusão total da obra da barragem à margem da rodovia SP-340, nas imediações da Ponte do Arco. Porém, Lino não mencionou previsão de quando os processos ocorrerão.
“Uma deve sair ainda esse ano: Gestão Ambiental e Serviços, para atendimento das condicionantes da Licença de Instalação. E não sei se conseguiremos ainda nesse ano, mas vamos tentar liberar para licitar o parque no entorno da represa”, antecipou.
A estimativa de valor dos dois últimos certames é na ordem de R$ 5 milhões para cada. “Tem bastante trabalho ainda, mas já liberei muito para começar”, completou.

PRIMEIRA ETAPA
O primeiro estágio das obras de construção da represa de São João começou com o monitoramento de fauna em 29 de julho, aproximadamente 11 anos após renovação de convênio de distribuição e tratamento de água na cidade entre a Prefeitura e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A barragem do Rio Jaguari-Mirim ocupará área total de 60 hectares.
MAPA E PROJETO EXCLUSIVOS
Em 12 de março, o mapa e projeto em 3D (terceira dimensão) da represa foram divulgados após algumas alterações na proposta original, em atendimento à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
“Tivemos que fazer algumas alterações no projeto original da represa para atender à Cetesb; contratamos, também, na Prefeitura, um engenheiro para nos auxiliar em todo o processo licitatório da represa e na fiscalização. É um engenheiro de barragem, que cuidará de todo o processo”, afirmou o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB), há quase seis meses.
Pelo mapa que integra o projeto, do total de 60 hectares, 20 deles serão compostos pelo espelho d’água.
No que tange à área de lazer em volta da represa, haverá playground (3), área de ginástica destinada à terceira idade (2), quatro praias – sendo três maiores e uma mini -, quadras poliesportivas (3), três campos de futebol – dois deles mini -, pista de skate (1), anfiteatro (1), quiosques (3), sanitários (2), decks (4), três estacionamentos para veículos e oito entradas, duas delas com acesso pela barragem.




