Contrariando reclassificação no Plano SP, prefeito decide manter São João na Amarela

Contrariando a reclassificação no Plano São Paulo, Vanderlei decide manter cidade na fase Amarela (Arquivo/O MUNICIPIO)

O prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) decidiu prorrogar o decreto atual e manter o município na fase amarela. A reviravolta ocorreu no final da tarde de sexta-feira (21), poucas horas depois do governo paulista reclassificar a região de São João da Boa Vista na fase Laranja.

Com isso, a cidade, que compõem o Departamento Regional de Saúde (DRS-14) ao lado de outros 19 municípios, permanecerá na etapa de flexibilização gradual da economia, com o funcionamento de setores do comércio considerados não essenciais – clubes, academias, bares, restaurantes e similares -, seguindo as regras e restrições anteriormente estabelecidas.

Segmentos como salões de beleza e barbearias, que já funcionavam na fase Laranja por meio de decreto municipal, também continuarão seguindo o documento vigente.

Em nota à imprensa, Vanderlei também determinou a intensificação da fiscalização de festas em chácaras e lugares públicos. Além disso, enviará à próxima sessão da Câmara Municipal projetos de lei estipulando multa para quem for flagrado sem máscara e aumento do valor da multa para proprietários de chácaras e estabelecimentos que alugarem esses espaços que gerem aglomerações.

(Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)

ALTERAÇÕES
As alterações do plano paulista ocorrem a cada duas semanas, quando é permitido que as regiões evoluam de fase. No entanto, caso exista piora nos índices, com elevação de casos, hospitalizações e óbitos por Covid-19, as regiões podem regredir na semana de intervalo.

E foi o que aconteceu. Na sexta (21), a região sanjoanense chegou a 8.027 casos e a 203 mortes pela Covid-19, segundo Boletim SP Contra o Coronavírus. “Ao aumento do número de casos e de óbitos. A nossa região nunca parou de ter o crescimento do número de casos e do número de óbitos. Foi em função disso”, afirmou Benedito Westin, diretor regional de Saúde, ao explicar o porquê da região retroceder.

FASE LARANJA
A fase Laranja, na qual São João foi anunciada pelo governo de São Paulo na sexta (21), é a de controle, e impõe medidas restritivas a atividades com atendimento presencial. Nela é permitida a abertura, com capacidade limitada a 20%, de setores como imobiliárias, concessionárias, comércios, escritórios, além de shoppings, galerias e estabelecimentos congêneres.

Todavia, conforme estabelece o Plano São Paulo, todos os segmentos com horário reduzido: quatro horas seguidas em todos os dias da semana ou seis horas seguidas em quatro dias da semana, desde que suspenso o atendimento presencial nos demais três dias, além da adoção dos protocolos padrões e setoriais.

Se acatasse a reclassificação, a cidade novamente ficaria proibida de ter consumo local em padarias, lojas de conveniência, bares, restaurantes e similares; funcionamento de salões de beleza e barbearias (setores já citados no início desta reportagem); academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica; eventos, convenções e atividades culturais; e demais atividades que geram aglomeração – cultos, liturgias e rituais religiosos, os quais apenas se enquadram na 5ª etapa (azul), mas seguindo alguns protocolos de saúde. (Neste último caso, São João mantinha decreto específico).

(Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)

REPERCUSSÃO
Paulo Roberto Gonçalves, sócio-administrador da Casa Rocca Eventos, que havia manifestado tristeza ao saber da regressão de fase, comemorou ao saber da notícia. Na quarta (19), o empresário anunciou a reabertura do espaço com novo formato – o de um bar – no sábado (22).

Antes da reviravolta, Gonçalves expressou preocupação com a regressão. “Mas nós vamos inaugurar sim. Vamos trabalhar, porque nós fizemos muito investimento por meio de cartões de crédito, os recursos estão bem reduzidos e é triste. Porque você cria uma expectativa, uma esperança, vê luz e, de repente, o Doria [governador João Doria] apaga sua luz de novo”, havia lamentado.

No início da noite, ao saber da decisão do Executivo, o empresário festejou: “Nós precisamos trabalhar, mas não vamos com 40% da capacidade; vamos com 30%. Fiquei muito feliz e vamos recomeçar dentro das normas, das regras e diretrizes. Estou muito feliz pois, para mim, é um presente especial, já que amanhã [neste sábado] completo 57 anos. Poder trabalhar é o melhor presente que eu podia ganhar”, finalizou.

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