
Com a passagem da região de São João da Boa Vista para a fase amarela do Plano São Paulo, muitos empresários correram para adaptar os estabelecimentos para atender ao público e estão entusiasmados com esta nova etapa. Mesmo com a clientela ainda pequena no início desta semana, a expectativa é que o movimento aumente cada vez mais com o passar dos dias.
Na região central da cidade, o restaurante Valentina’s aumentou o espaçamento de mesas, reduzindo para 40% a capacidade do espaço, além de disponibilizar álcool em gel, sabonete líquido e papéis-toalha. “Sempre prezamos pelos cuidados aos nossos clientes e colaboradores”, destacou o sócio-proprietário Carlos Eduardo de Paula Valim.
De acordo com ele, o primeiro dia da fase amarela foi bem tranquilo e sem aglomerações. “O pessoal está gostando muito e dizendo que não acredita que até hoje não podiam comer sentados em um local limpo e agradável. Muitos levavam os alimentos para comer nas praças, bancos ou até mesmo andando na rua, pois estavam proibidos de ficarem sentados aqui”, relatou.
Com o ingresso da região nesta nova etapa do Plano SP, o empresário afirma que as expectativas são as melhores possíveis. “Precisamos trabalhar para pagar nossos compromissos. Não dispensamos nenhum de nossos colaboradores, mantemos todos, que não são poucos – passam de 20 –, e pretendemos ficar com estes por muito tempo. Eles e nós temos família para sustentar, então precisamos muito acreditar que, com a reabertura, mesmo com todas as regras da lei, será de extrema necessidade para nos mantermos”, relatou.
INVESTIMENTOS
Silvio Angerami, sócio-proprietário do Dom Caneco e do Canecão, também está empolgado com esta reabertura gradual do comércio. Além das medidas padrões, exigidas pela lei – como distanciamento de mesas, álcool em gel na entrada e uso de máscara –, os estabelecimentos estão recebendo novos investimentos para reduzir os riscos de contaminação. Exemplo disso é o cardápio por QR Code, que deve ser implantado a partir desta quarta-feira (12). A tecnologia permitirá que os clientes visualizem as opções de pratos e bebidas dos barzinhos pelo próprio celular, evitando contato físico e reduzindo ainda mais os riscos de contaminação.
Paralelamente a isso, o empresário explica que tanto no Dom Caneco, como no Canecão, tem ocorrido um grande zelo pela higienização das mesas. “Assim que os clientes se retiram, imediatamente as mesas e cadeiras são higienizadas. Os talheres também são todos higienizados e disponibilizados em saquinhos plásticos”, comentou. “Eu estou bem animado! Acho que as restrições são bem válidas de distanciamento e redução de capacidade, mas o que precisava mesmo era esse recomeço”, disse.

DE GRÃO EM GRÃO
Na Paraki Lanchonete, o proprietário Luiz Carlos Missassi Rivera se mantém esperançoso e conta que tem seguido todas as normas decretadas e zelado pela higiene. “Estamos tomando todos os cuidados e limpando sempre o balcão com álcool”, contou. “A expectativa é grande! Estamos com esperança de que as coisas comecem a andar devagarzinho. Estamos torcendo para que tudo melhore e, se Deus quiser, fazermos as contratações novamente”, comentou o empresário.
Segundo ele, o público ainda tem sido baixo nesta semana, porém, a tendência é que o movimento aumente gradativamente no estabelecimento. “O primeiro dia, como já era de se esperar, não foi tão movimentado. Acredito que o movimento começará aos poucos. Tive um público mínimo” revelou. “Acredito que irá demorar um pouquinho mais para o povo começar a sair de novo e se adaptar a esta nova rotina. Alguns vão ficar com medo e vão acabar não vindo, mas acho que devagarzinho vai tomando o rumo de novo”, completou.
“Daqui para frente é torcer para melhorar. Vai ser um trabalhinho de grão em grão e que irá aumentar gradativamente. Mas as expectativas são boas! Tomara que logo tudo volte ao normal, se Deus quiser!”, finalizou Rivera.




