Cenário do rap cresce na cidade e sanjoanenses lançam clipe

Rompendo barreiras: Thays Fernanda e Aline Costa (na ordem) representam o rap feminino em São João da Boa Vista (Divulgação/Sicários Original)

O cenário do rap está ganhando cada vez mais espaço em São João da Boa Vista. As cantoras sanjoanenses Thays Fernanda, conhecida como Medusa, e Aline Costa, a Real Mother, lançaram em julho um clipe do gênero, gravado na Serra da Paulista, em lugares abertos e tomando todas as precauções, devido a pandemia de coronavírus.

Proprietário de um bar em São João, o produtor audiovisual da Sicários Original Filmes, Ademir da Silva Filho, que usa o nome artístico Toruh, foi o responsável por produzir o clipe ‘REAL MOTHER FEAT MEDUSA – SACADA’, que pode ser encontrado no YouTube. Já quem produziu a música foi Ulrich Thalisson, da produtora RivalGang.

“Eu sempre trabalhei na parte de festas, aniversários e formaturas. Mas de um tempo para cá montei um estúdio em casa e passei a investir mais em produções artísticas, como clipes e curta-metragens”, disse Toruh.

E foi justamente no bar que o produtor audiovisual encontrou as cantoras. “Conheci a Aline e a Thaís porque elas cantaram no meu bar, elas me procuraram e me mostraram a música, achei muito interessante por serem mulheres no rap e isso traz uma vertente de uma cultura que para o interior de São Paulo é inédita. Não cobrei nada por isso, pois engrandece a cultura de São João”, afirmou.

A MULHER NO RAP

São João tem uma diversificação cultural muito grande, como a Parada de Natal e tantos eventos no Theatro Municipal, mas ter mulheres no meio do rap é mais uma conquista para a cidade.

Em entrevista, Medusa contou o motivo de escolher esse estilo musical.  “Fomos para essa vertente do rap justamente para termos um grito de emancipação na nossa região e podermos dar representatividade às mulheres da nossa região”.

Já a parceira Real Mother falou sobre as barreiras que encontrou para figurar no meio do rap. “A maior dificuldade, sem dúvida, é a desconstrução da imagem feminina, que, infelizmente, a indústria ainda insiste em vender. Não só no rap/hip hop, mas num contexto geral. Nós queremos desconstruir isso. Nós temos voz ativa pra mudar isso”.

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