
A construção da represa esteve no foco do debate dos vereadores durante a sessão ordinária realizada segunda-feira (29) na Câmara Municipal. Ao comentar sobre a obra – orçada em R$ 40 milhões –, Vick Nholla propôs que este dinheiro seja utilizado para sanar por completo a dívida da Santa Casa Dona Carolina Malheiros e o restante investido no combate ao novo coronavírus.
Inicialmente, ele relatou que o momento vivenciado durante esta pandemia é algo atípico em todo o mundo, o que reforça ainda mais a necessidade de investimentos na área da saúde e pediu apoio dos demais edis. “Eu acredito que nós precisávamos viabilizar um movimento para que seja revertido este dinheiro que será investido nesta represa, que é uma obra que está há mais de 10 anos para acontecer. Uma obra que a gente sabe que a finalidade é para o ‘embelezamento’ da entrada da cidade e não trará nenhum benefício em termos de represamento, abastecimento de água ou de geração de energia para São João da Boa Vista”, afirmou.
Vick ainda relatou que esteve conversando com alguns técnicos e obteve a informação que a represa gerará custos ao município, uma vez que necessitará de manutenções. Na ocasião, ele destacou que, caso seja possível, a destinação deste montante seria uma ajuda importante para o hospital. “Seria o momento de a gente sanar esta dívida da Santa Casa e também de fazermos um investimento maior na saúde do município, gerando mais recursos para o combate desta pandemia”.
MAIS INFORMAÇÕES
Durante o debate, Claudinho Ferreira relatou ser favorável à destinação do dinheiro à saúde, porém, destacou ser necessário averiguar se esta mudança pode ser realmente feita. “É louvável e também compactuo com a possível ideia de que este dinheiro fosse revertido ao controle e a sanar o problema deste vírus que está prejudicando a gente. Mas até onde sei, este dinheiro só pode ser investido em saneamento e na própria represa”, frisou. “Devemos procurar melhor essas informações”, sugeriu o vereador.
ZERANDO A DÍVIDA
José Eduardo dos Reis também se manifestou favorável à ideia, alegando que, após a obra concluída, o município terá despesas futuras. “Vai ter que existir ‘dragas’ para fazer a limpeza desta represa futuramente, quer dizer, mais gastos, que irão sair de dentro dos cofres da Prefeitura. […] Tem muita coisa que, com este dinheiro que a Sabesp vai investir, poderia ser feita”, declarou o edil. “Concordo plenamente que este dinheiro poderia ser investido dentro da Santa Casa, pois iria pagar a dívida por completo. Iria começar a Santa Casa do zero e não precisaria vender a fazenda, que está aí para leilão”.
A professora Maria Cândida de Oliveira Costa, a Can, relatou que há a necessidade de estudar a possibilidade de destinar este montante para a área da saúde. “Essa possibilidade de reverter a dívida da Santa Casa é uma opção extremamente oportuna e que vem ao encontro da necessidade do município”.
PRIORIDADE
Em meio à sessão, Patrícia Magalhães se posicionou favorável à medida e recordou que o contrato para a construção da represa foi anterior à gestão do prefeito Vanderlei Borges de Carvalho, relatando ainda que esta possibilidade também já foi cogitada no passado.
“Estamos vivendo um momento diferente e essa sempre foi a nossa ideia, se pudesse acontecer esta reversão. A represa é um sonho da população, mas no momento que a gente vive, a Santa Casa é uma prioridade”.
Finalizando, Vick fez um apelo aos demais vereadores e ao prefeito para que avaliassem esta hipótese, sugerindo até mesmo acionar a presidência da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e ao governador do Estado, João Doria. “A prioridade hoje é a saúde dos munícipes de São João da Boa Vista e também sanar as dívidas da Santa Casa seria muito importante”, concluiu.




