Aglomerações na cidade geram debate em sessão na Câmara

Jardim dos Jacarandás: apesar do decreto, várias pessoas têm se reunido no loteamento (Reprodução/Redes Sociais)

O desrespeito ao isolamento social e as demais normas dos decretos em vigor têm aumentado em São João da Boa Vista. Na última semana, o jornal O MUNICIPIO relatou três casos de aglomerações – em um pesqueiro, no Jardim dos Jacarandás e na Serra da Paulista –, porém, há relatos de que isto esteja ocorrendo em outros pontos da cidade também. Este problema alarmante tem chamado atenção dos vereadores e esteve entre os temas debatidos na segunda-feira (18) na Câmara Municipal.

Durante a sessão ordinária, o vereador Gérson Araújo (MDB) comentou que, no domingo (17), passou pela avenida Dr. Durval Nicolau e pelo lago, onde presenciou grande número de pessoas caminhando sem nenhum tipo de proteção.

Segundo ele, este fato lhe chamou atenção, uma vez que há um clamor muito grande para a abertura do comércio, porém, tudo depende da conscientização da população em fazer o isolamento social.

“Temos que ter nossas restrições. Temos que nos preservarmos. Temos que ter todos os cuidados porque a doença está aí de uma forma avassaladora. As mortes vêm acontecendo nos grandes centros e estão vindo forte para o interior. Mas a população do interior não está tendo consciência disso”, disse inconformado.

“Se começar essa onda do ‘vai-vai’, com crianças, com pessoas caminhando, sem o uso de máscaras, vai começar a ter várias situações piores. E essa atitude das pessoas que não se preservam acaba refletindo diretamente no comércio”, alertou o edil.

“Como nós podemos ter argumentos para poder ter uma flexibilização, sendo que por outro lado as pessoas não estão tendo conscientização? Como nós poderemos fazer um ponto de equilíbrio através de tudo isso?”, indagou.

Aglomerações ocorridas recentemente têm chamado atenção das autoridades (Reprodução/Redes Sociais)

DEVER DE CASA

Gérson pontuou que neste momento atual, a colaboração da população é fundamental para conter o avanço da pandemia e, consequentemente, abrir gradativamente os estabelecimentos comerciais.

“Para que possamos ter a flexibilização do comércio, tem que fazer o dever de casa. Tem que ter as precauções. Tem que ter o uso de máscaras, o cuidado, a distância adequada”.

O vereador relatou que nos finais de semana, pode-se observar nas regiões de chácaras no município, diversas casas lotadas, com som alto e pessoas fazendo churrascos e festas. Ainda citou a feira, onde muitas pessoas tem ido sem máscaras e observou que, com a aproximação do inverno, outras doenças respiratórias surgem, o que pode agravar ainda mais a situação em meio a esta pandemia.

Ao final de seu discurso, ele comentou que, por este ser um ano de eleições municipais, algumas pessoas têm se aproveitado da situação para fazer críticas e se promover nas redes sociais. Diante disso, o edil frisou que este é um momento de união e até pediu colaborações. “Tragam soluções também. Tragam ideias. Juntos conseguimos soluções melhores”.

 

PREOCUPAÇÃO

Participando da sessão por meio online, a professora Maria Cândida de Oliveira Costa (PDT) também opinou sobre o assunto. “Minha preocupação é muito grande com as pessoas que ainda não estão conscientizadas com a importância desta pandemia e de sua voracidade. O vírus não escolhe credo, cor, raça. Todos nós estamos passiveis de passarmos a sermos acometidos pelo coronavírus”, declarou a vereadora. “É muito importante a conscientização e a responsabilidade individual para que não aumente a pandemia em nosso município”, concluiu.

Quanto mais a população desrespeitar o isolamento social, mais tempo levará para a flexibilização do comércio (Reprodução/Redes Sociais)

CONSCIENTIZAÇÃO

Na ocasião, José Eduardo dos Reis (PSB) também ressaltou que para ocorrer a flexibilização do comércio, os sanjoanenses têm que colaborar, aderindo ao isolamento social e seguindo as orientações dos órgãos de saúde. “Pensar em flexibilizar, antes da população ter consciência do que está acontecendo é impossível”.

Em seu discurso, ele explicou que a população tem que estar ciente de como a doença age, de como é agressiva e que não tem tratamento ainda, bem como seguir as normas decretadas, para depois poder pensar em flexibilização. “A gente sabe que a economiza está fragilizada. Não é só aqui em São João. Não é só no Brasil. Está em todos os países”, comentou. “Enquanto a população não for ciente, não for educada, dos limites necessários a seguir, essa flexibilização vai atrasar cada vez mais para ocorrer”, finalizou o vereador.

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