
A crise de saúde pública instalada no Brasil por causa da pandemia de coronavírus afetou diversos setores da sociedade, que se viram, no início, sem saída diante de uma doença de transmissão rápida e bastante desconhecida pela ciência.
Mas, seguindo a ideia de que é em tempos de crises que tudo precisa ser reinventado, serviços públicos e milhares de empreendedores brasileiros começaram a pensar em alternativas para não paralisar seus trabalhos. E nestas mudanças descobriram algo ‘valioso’, que vem para ficar após a pandemia.
Este é o caso do Poder Judiciário em São João da Boa Vista. Com autorização pelo Estado para a realização de audiência com o uso de videoconferências, a opção foi colocada em prática na cidade, e deu certo. Isso é o que garante o promotor de justiça Nelson de Barros O’Reilly Filho. “De todo mal sempre vem um bem”, comemorou.
Esta semana foi realizada a primeira audiência criminal no Fórum de São João. Eram dois réus, que estão presos em Itirapina. A vítima de um furto foi ouvida em um escritório e as testemunhas, que eram policiais militares, ouvidos na companhia e outro na sua residência.
“Os policiais usaram smartphone. Na tela ficam a juíza, o advogado, o promotor e a pessoa que está sendo ouvida. E os réus podem ouvir ou não, se as testemunhas permitirem. É um baita avanço e isso sempre teve muita resistência”, detalhou o promotor.
O’Reilly explicou que se fosse uma audiência convencional, com a presença física de todos, o custo seria altíssimo. “Os presos estão em Itirapina. A juíza teria que pelo menos 30 dias antes requisitar. Ai eles são deslocados para Casa Branca e de lá tem uma escolta, com pelo menos dois agentes penitenciários, mais três ou quatro policiais militares, duas viaturas. O policial demora no fórum e tem todo o custo da volta. Na semana seguinte vão devolver os presos para as unidades prisionais em que estavam”, reforçou.
Assim, o promotor de justiça acredita que o custo de uma instalação de câmeras dentro das unidades policiais para que os policiais sejam ouvidos, ou mesmo por smartphone, seria muito interessante, pois aponta que o policial não teria que sair da rua para ser ouvido.
E, principalmente, acaba com a necessidade de o preso sair da unidade prisional: “A redução de despesa seria imensurável, fora o risco que tem nesse trânsito, o preso passa mal porque é fechado, o próprio preso não quer vir. É uma redução de custo financeiro, humano, e dá mais rapidez”.
Lucro com delivery
A Gallego Linguiças Artesanais, empresa criada em 2016 pelo casal José Carlos Zazini Gallega e Edilaine de Oliveira Aguiar, conhecidos por Zeca Gallego e Di Aguiar, também descobriu uma excelente alternativa em plena pandemia.
Zeca Gallego explica que começou a fazer as linguiças por curiosidade e por sempre ter apreciado o produto. Aí alguns amigos pediam e ele inicia a produção e venda por encomenda.
Explorando a criatividade com recheios diferentes, nada tradicionais, o casal começa também, além da venda das linguiças cruas, a participar das feiras gastronômicas de São João, Águas da Prata e Estiva Gerbi com porções diversas e um lanche tradicional de linguiça.
Mas, com a pandemia e a paralisação das feiras, Zeca e Di Aguiar colocam em prática algo que já tínhamos vontade de fazer, que é o delivery aos finais de semana.
“Adaptamos as porções, diferente das que faziam na feira, e criamos diversos lanches, que também não comercializávamos nos eventos”, contou.
E esta novidade foi para a empresa o diferencial que precisava para aumentar o faturamento. Para se ter uma ideia, em menos de duas semanas, a Gallego Linguiças Artesanais já teve o faturamento que teria com todas as feiras do mês. “Durante toda crise o negócio tem que se reinventar e achamos nesse nicho a nossa reinvenção”, garantiu e disse que vai continuar com o delivery após a pandemia.
Interessados em conhecer os produtos do casal empreendedor podem entrar em contato pelo WhatsApp (19) 99829-9130 ou fazer os pedidos pelo aplicativo iFood.




