Artistas também necessitam de assistência psicológica

(Divulgação/Arquivo Pessoal)

Essa semana, um triste assunto gerou muita discussão e questionamentos em redes sociais – a morte do ator Flávio Migliaccio, que, segundo a mídia, teria deixado uma carta de despedida.

Acostumados a estar sempre em evidência, a serem o centro das atenções, artistas muitas vezes passam a ideia de que são sempre muito felizes e bem resolvidos – mas, como diz o antigo ditado ‘as aparências enganam’.

É no backstage que eles ‘tiram a maquiagem social’ e admitir que precisam de ajuda para superar angústias ou até depressão é difícil – e a Casa Pagu Espaço Colaborativo, em São João, tem oferecido esse suporte, não só a artistas mas a todos que estejam em dificuldades durante a quarentena.

Maria Paula Magalhães, psicóloga e uma das idealizadoras da Casa, revela que, para ser atendida, a pessoa interessada deve entrar em contato com ela, pelo whatsapp (19) 98151-5268 ou pela página do Facebook/CasaPagu, e responder a uma espécie de questionário – o que permitirá que seja feita uma pré-triagem.

“A gente está oferecendo, desde o ano passado, a modalidade psicoterapia e para o atendimento online, nosso conselho de psicologia fez uma prova no site da psi, que nos habilita a fazer este tipo de trabalho”, disse a psicóloga, completando que este é o modelo de psicoterapia.

Outro tipo de serviço é o plantão de escuta que, como Maria Paula esclarece, é para casos em que apenas uma sessão ou no máximo quatro, são suficientes para resolver uma queixa. “A gente vai tentar ajudar a pessoa a lidar com essa queixa, para esse momento da vida dela. É uma coisa bem mais pontual”, frisou. As sessões online, na Clínica Social, têm um valor, informado diretamente para o paciente.

Sobre o quanto o isolamento social pode agravar certos quadros, como o que culminou com a morte do ator, Maria Paula observa que o próprio isolamento está potencializando alguns sofrimentos, mas reconhecer que precisa de ajuda e buscá-la ainda é difícil para alguns.

“No caso do Flávio em específico, existe todo um fator social causador de sofrimentos. As pessoas hoje estão adoecidas por conta da doença social mesmo, estamos vivendo uma crise econômica e alguns não estão tendo condições de pagar por uma psicoterapia. Eu acredito que o papel do psicólogo vai muito além. Temos  que pensar nesse social e ofertar nosso trabalho, para que não seja algo para uma minoria”, finalizou.

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