
Durante todo o mês de maio, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) realiza a primeira etapa do ano da vacinação contra a febre aftosa. Durante a campanha, devem ser imunizados os bovídeos – bovinos e bubalinos – de todas as idades. O prazo para a aplicação da dose mantém-se mesmo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19)
De acordo com a SAA, a expectativa é que um total de 10,5 milhões de bovídeos seja vacinado até o dia 31 de maio em todo Estado de São Paulo. Na região de São João da Boa Vista, estima-se que em torno de 350 mil animais sejam imunizados. Na primeira etapa de 2019, o Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) contabilizou 335.014 vacinados na região, o que correspondeu a um índice de imunização de 99,38%.
Antes e durante a campanha, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) realiza a vigilância no mercado para garantir a eficiência das vacinas colocadas no comércio, conferindo o armazenamento, atento à temperatura que deve estar entre 2 a 8 graus Celsius.
A Pasta destaca que é competência dos proprietários, transportadores e depositários a qualquer título de animais suscetíveis à febre aftosa vacinar nas épocas ou datas estabelecidas, bem como comprovar a imunização ao órgão oficial de Defesa Agropecuária da região. Além disso, devem manter atualizada ficha cadastral e comunicar imediatamente ao EDA a suspeita de da doença.
CUIDADOS
A primeira providência é adquirir as vacinas em estabelecimentos cadastrados junto à CDA, uma vez que todo o estoque disponível para comércio durante esta etapa é cadastrado pela revenda no sistema informatizado Gedave. Desta forma, o volume adquirido durante a comprapelo criador é transferido – por meio do sistema – para o estoque da propriedade, o que facilita a declaração da vacinação. A legislação proíbe o uso de doses adquiridas em campanhas anteriores.
A vacina nunca pode ser congelada e deve ser mantida entre 2ºC e 8ºC (graus Celsius), tanto no transporte como no armazenamento – usando uma caixa de isopor, com dois terços de seu volume em gelo para que o medicamento não perca sua eficácia.
IMUNIZAÇÃO
Para realizar a vacinação do gado deve ser escolhido o horário mais fresco do dia, classificando os animais por idade (era) e sexo, para evitar acidentes. Deve-se utilizar seringas e agulhas novas e higienizadas, sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro).
O local da aplicação é no terço médio do pescoço – tábua do pescoço – por via subcutânea (abaixo do couro). Independenteda idade, a dose é de 2 ml de vacina. As agulhas devem ser substituídas com frequência – a cada 10 animais – para evitar infecções e os frascos devem ser mantidos resfriados durante a operação.
OBRIGAÇÕES
O criador deve se organizar para fazer a vacinação dentro do prazo estabelecido pela legislação, ou seja, até o dia 31 de maio. É preciso comunicar o órgão oficial de Defesa Agropecuária diretamente no sistema informatizado Gedave. Também é necessário declarar todos os animais de outras espécies existentes na propriedade, tais como equídeos (equinos, asininos e muares), suídeos (suínos, javalis e javaporcos), ovinos, caprinos e aves (granjas de aves domésticas, criatórios de avestruzes).
MULTA
A vacinação é obrigatória. “Deixar de vacinar e de comunicar a imunização sujeita ao criador a multas de 5 Ufesps (R$ 138,05) por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps (82,83) por cabeça por deixar de comunicar”, apontou a Pasta. O valor de cada Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) é R$ 27,61.



