
A popularidade do WhatsApp tem sido há tempos aproveitada para aplicação de golpes, principalmente após uma pesquisa declarar que o aplicativo está instalado em 99% dos celulares brasileiros. Em São João da Boa Vista, algumas pessoas já foram vítimas de golpistas por meio deste app. O caso mais recente ocorreu na tarde de quinta-feira (23) e envolveu uma moradora do Jardim São Domingos.
Conforme apurado, a mulher recebeu uma mensagem pelo Whatsapp, de um amigo. Na ocasião, ele pedia para que lhe ajudasse com depósitos bancários e que no dia seguinte já lhe restituiria o dinheiro. Sem desconfiar de nada, ela efetuou dois depósitos de R$ 500 cada para uma conta bancária e ainda fez uma transferência no valor de R$ 1.000 por meio de aplicativo, para outra conta.
A vítima somente foi se dar conta de que se tratava de um golpe no dia seguinte, ao tentar contatar novamente seu amigo. Como não obteve retorno, ela resolveu ir ao estabelecimento comercial onde ele trabalha. Ao chegar lá, descobriu que o Whatsapp dele tinha sido hackeado e outra pessoa pediu dinheiro em seu nome.
Diante do prejuízo de R$ 2.000, a vítima procurou a delegacia, onde relatou os fatos para a investigação da Polícia Civil.
CLONAGEM
Golpes que envolvem Whatsapp clonado são cada vez mais comuns. Os bandidos utilizam diferentes métodos para invadir as contas em aparelhos Android e iPhone (iOS). Um dos procedimentos mais usados pelos criminosos consiste em acessar ilegalmente as conversas da vítima e se passar por ela para pedir dinheiro a parentes e amigos, que são instruídos a fazer depósitos em contas de terceiros – como foi o que aconteceu com a moradora do Jardim São Domingos.
De acordo com o portal TechTudo – site especializado em tecnologia –, para ter acesso ao Whatsapp clonado da vítima, os fraudadores se apropriam do código de ativação do mensageiro, enviado por SMS ao celular do usuário. Outras formas de aplicar esses golpes envolvem o roubo de dados em sites de vendas, utilizam o nome de artistas famosos ou praticam a clonagem do número junto às operadoras de telefonia. Outra possibilidade é a utilização de aplicativos espiões, os chamados stalkerwares, que podem espelhar todas as conversas da vítima.
COMO SE PROTEGER
A forma mais efetiva de se proteger para não ter o WhatsApp clonado é ativar a verificação em duas etapas, em que você cria um segundo código numérico solicitado durante o login no mensageiro. Caso alguém consiga acesso ao seu código de validação de login enviado por SMS, precisará saber também o PIN que você criou, o que torna a liberação da conta mais difícil, já que é uma numeração que só você conhece.
FIQUE ATENTO
Além desse cuidado, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) orienta a população para que nunca compartilhe dados pessoais, códigos ou faça transferências sem confirmar a identidade da pessoa com quem está trocando mensagens. “Lembre-se que golpistas podem ter acesso a WhatsApp de conhecidos, se passando por eles”, frisa o órgão.
Para ter certeza que não está caindo em um golpe, o ideal é pedir para a pessoa lhe responder por áudio ou te ligar, por exemplo. Se esta não responder e caso ainda estiver desconfiado, a recomendação é telefonar – não pelo aplicativo – para avisar a possível vítima.



