
O Senado aprovou no dia 1º de abril a inclusão de artistas entre as categorias habilitadas a requisitar o auxílio emergencial, no valor de R$ 600 mensais, que será pago pelo governo federal a profissionais informais, em situação de vulnerabilidade devido à crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19.
Profissionais de áreas como música, teatro, cinema, artes visuais, dança, técnicos de espetáculos e outros membros da cadeia produtiva artística serão contemplados com sanção presidencial.
Alguns sanjoanenses, mesmo não fazendo jus ao benefício, opinam o quanto ele será importante para os colegas que vivem exclusivamente da arte.
“Em primeiro lugar é uma contribuição e um reconhecimento do governo de quem é MEI/Autônomo; além de manter a economia, os artistas não ficariam desamparados”, disse Carlos Henrique Toni, músico, professor e maestro da Orquestra Brasileira Inclusiva.
A atriz e produtora Cecília Marcondes, assim como o marido dela, o comediante e também produtor Onofre Gonçalves, estão com muitas esperanças, pois ambos vivem da arte.
“Estamos contando as horas para receber esses R$ 600, porque estamos sem renda nenhuma. Mas é para o bem do País, para que isso não piore né?”, comentou Cecília, embora não tenha uma previsão de quando irá receber a quantia, que depende do cadastro deles ser analisado pelo Governo – o que já está em andamento.
O casal salienta que o auxílio emergencial será útil para honrar as despesas básicas — aluguel, contas como água/luz, alimentação, entre outros-, visto que quem vive exclusivamente de arte perdeu 100% das possibilidades de manter sua renda.
“Esse auxílio não irá honrar todas as despesas, mesmo as básicas, porém ele é fundamental para não entrarmos agora em uma ‘bola de neve’, acumulando dívidas para quando voltarmos a trabalhar”, Cecília e Onofre enfatizaram.
Renata Cabrera, atriz e professora, por ser funcionária pública e também trabalhar na rede particular, não solicitou o benefício, pois não é o seu caso, mas cerca de dez pessoas do seu convívio (ela atua mais em Poços de Caldas) o fizeram.
“Minas está passando por uma crise séria, a gente sabe que o Estado deve muito dinheiro para a União e isso vai refletir diretamente na educação. Na parte cultural, se já estava difícil, agora, com essa situação de calamidade pública, onde todos os eventos foram cancelados, os editais parados, tem muita gente passando perrengue, então eles fizeram cadastro e vamos aguardar para ver se o governo vai liberar ou não”, concluiu ela.




