
Dono de seis títulos de Taça EPTV e seis artilharias, Evandro Luiz Vedovati, de 36 anos, é o principal nome da história recente do futsal de São João da Boa Vista. O atleta soma nada mais que 250 medalhas e 70 troféus de artilheiro e de destaque.
O pivô mora na cidade há 19 anos e inclusive já ganhou até o título de cidadão sanjoanense.
Evandro nasceu na Vila Diva, Zona Leste de São Paulo. Começou a jogar futsal aos 8 anos na escola; se federou aos 13, no CTC da Vila Ema, onde jogou nas categorias mirim, infantil e o primeiro ano do infanto.
No segundo ano estava na equipe Mercedes Bens, e em seguida, no primeiro ano de juvenil, jogou no Luso-Hodori e no Yanai.
Quando chegou o segundo ano do juvenil, surgiu a oportunidade de jogar em São João e fazer história.
Evandro era da categoria juvenil, mas já jogava com os profissionais no Reio Futebol e Samba (equipe de futsal de São João). Quando chegou no terceiro ano do juvenil, ainda teve a oportunidade de jogar no futsal do Santos Futebol Clube, no Pinhal Futsal e no São Caetano.
Durante a trajetória como jogador profissional de futsal, o capitão do time sanjoanense teve a chance de jogar contra Falcão, Simi, Floglia, Índio, Neto, entre outros craques da modalidade.
A reportagem do jornal O MUNICIPIO conversou com Evandro, que já se considera um sanjoanense de coração.
BATE-BOLA
Já tinha ouvido falar de São João?
A sogra do meu irmão mais velho morava em Itobi (SP) e a gente costumava visitá-la. Sempre passamos por São João e foi assim que conheci a cidade. Eu nunca imaginei que um dia poderia voltar para São João, ainda mais para jogar futsal.
Como surgiu a oportunidade de jogar no Reio?
Em 2001 eu joguei uma partida contra o Boy, que era goleiro do Reio na época. Ele tinha sido campeão Paulista do Interior e da Taça EPTV, em 2000. Em São Paulo, quando nos enfrentamos, eu tive a oportunidade de fazer dois gols e ele se interessou pelo meu futsal e me convidou para jogar em São João. Fiquei com um pouco de medo, eu tinha 17 anos e mais dois de juvenil. Acabei vindo e fui muito feliz.
Como foi sua estreia?
Aconteceu tudo muito rápido, o Valmir, que era um dirigente do Reio que morava em São Paulo, ao lado do Boy, me buscaram a tarde no serviço que trabalhava com meu irmão e joguei na mesma noite, perdemos para Sertãozinho.
Qual sua posição favorita?
Minha posição favorita é a de pivô. Mas já atuei em todas, até de goleiro, para fazer goleiro-linha. No futsal de hoje em dia é preciso saber todas as funções pela dinâmica do jogo.
Quais as lembranças que você tem dessa época em que vinha só para jogar em São João?
As lembranças são as melhores possíveis, nós morávamos na Casa do Atleta, no bairro do Rosário, para ficar mais perto, pois treinávamos dois períodos no CIC. Eu convivi com jogadores espetaculares e ganhamos muitos títulos juntos, a gente se entendia muito bem dentro e fora de quadra. Para mim foi um aprendizado que carrego até hoje, eu adquiri experiências tanto no futsal quanto para a vida.
Quem eram as suas referências no futsal?
Como eu jogo de pivô, sempre admirei os jogadores da minha posição, como o Lenísio, o Simi e o Vander Carioca. Aqui em São João e região, sempre me falaram do Aílton, que era o melhor jogador de futsal que eles tinham visto jogar e como ele fazia minha função, me inspirei muito nele para um dia ser reconhecido como ele é.
Por que decidiu morar de vez em São João?
São João é uma cidade maravilhosa. Desde o dia que cheguei sempre fui muito bem acolhido por todos, e creio que Deus quis que ficasse, pois grandes coisas tinham para me proporcionar. Hoje eu agradeço a Deus todos os dias por ter colocado São João da Boa Vista na minha vida.
Como foi receber, em 2017, o título de cidadão sanjoanense?
Para mim foi uma honra receber esse título de cidadão sanjoanense. Foi, sem dúvida, o título mais importante que já conquistei. Eu vim de São Paulo e ser reconhecido pelo meu trabalho em outra cidade, que hoje é a minha cidade, não tem preço.
Quais seus principais títulos na carreira?
Eu fui tricampeão Paulista, hexacampeão da Taça EPTV, campeão da Copa Record, tetracampeão dos Jogos Regionais e campeão do Troféu Piratininga. Na minha carreira também conquistei alguns títulos individuais, fui seis vezes artilheiro da Taça EPTV, artilheiro do Paulista e eleito o melhor pivô do Estado de São Paulo.
O que São João representa para você?
São João da Boa Vista é tudo para mim, eu sou extremamente feliz e realizado na minha cidade. Aqui pude realizar o sonho de ser jogador de futsal profissional, de me formar na faculdade de Educação Física e em ter um trabalho estabilizado, em agosto completo dez anos que passei no concurso da Prefeitura. Em São João eu conheci a Gabriela, que me deu a coisa mais importante da minha vida, a minha filha Vitória. Com isso consegui o meu maior sonho que era construir uma família.
O que mudou para você depois que sua filha nasceu?
A gente fica mais maduro e passei a enxergar o mundo de uma maneira diferente. Eu vivo em função dela, é o maior amor do mundo, eu agradeço a Deus todos os dias por colocá-lo na minha vida. Tudo que faço na minha vida, dentro e fora de quadra é sempre por ela.




