Polícia Ambiental apreende 77 quilos de pescado durante piracema

Rio Mogi Guaçu: abriga mais de 150 espécies de peixes (Divulgação/Fabio Rodrigues/G1)

A Polícia Ambiental de Pirassununga registrou 33 autos de infração por pesca ilegal durante os quatro meses da piracema no Rio Mogi Guaçu. O período de restrição, que começou em novembro de 2019, acabou na meia-noite de sexta-feira (28).

De acordo com o tenente Ivo Moraes, o número é exatamente a metade do que foi registrado no ano passado, o que pode representar uma maior consciência das pessoas em relação ao período de restrição. “Nossa fiscalização foi bem intensa, no entanto a gente verificou uma redução justamente porque a gente acredita que as pessoas passaram a respeitar mais as normas do período da piracema”, disse.

A Polícia Ambiental também informou o balanço parcial de multas e apreensões feitas. Conforme divulgado, durante este período, foram aplicados em torno de R$ 2 mil em multas e apreendidos 77 quilos de pescado, além de 180 apetrechos de pesca e cerca de 400 metros de redes. “Tivemos também apreensão de embarcação, motor de popa e também tivemos um cenário de apreensão em flagrante, um caso de três indivíduos presos em flagrante por pesca ilegal”, contou.

No sábado (29), a pesca voltou a ser liberada apenas com as outras restrições normais, como a proibição em alguns pontos do rio, o uso de alguns apetrechos e limite para algumas espécies de peixes.

O Rio Mogi Guaçu é um dos maiores berçários de água doce do Estado com mais de 150 espécies. Pelos próximos quatro meses, os peixes vão nadar centenas de quilômetros contra a correnteza para reprodução.

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