
Os casos confirmados de dengue em São João da Boa Vista saltaram de 316, na quinta-feira (27), para 346, nesta terça-feira (3), de acordo com o último boletim divulgado pelo setor de Vigilância Epidemiológica, órgão subordinado ao Departamento Municipal de Saúde. A cidade vive em situação de epidemia desde o dia 21 de fevereiro, quando registrou 282 ocorrências confirmadas.
Agora, o município tem 852 casos notificados, com total de 346 confirmados, sendo 325 autóctones – quando a doença é contraída na cidade – e 21 importados – oriundos de outras cidades. Ainda há 345 pessoas aguardando resultados. Outras 140 deram resultado negativo.
No penúltimo boletim, computado na quinta-feira (27), São João havia registrado 316 casos positivos para dengue. Em comparação com os números desta terça, o salto foi de 9,5%.
MOCOCA E AGUAÍ
Na região, Aguaí e Mococa estão em situação ainda mais alarmante diante da epidemia de dengue. Na cidade vizinha a São João, já são 711 casos, enquanto que, em Mococa, o município já contabiliza 1.138 confirmações neste ano.
Em virtude disso, a Prefeitura de Mococa decretou, na sexta-feira (28), estado de calamidade pública por conta da dengue.
No decreto, o prefeito Elias de Sisto (PR) diz que houve um crescimento expressivo no número de atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) relacionados aos casos de dengue e ainda há resistências ao acesso aos imóveis com posíveis focos de dengue, por parte de proprietários.
Ainda segundo Sisto, a situação de calamidade pública foi decretada para “execução de ações necessárias ao combate da proliferação do mosquito Aedes Aegypti e para a implementação de ações de combate e prevenção à Dengue, durante 120 dias, sujeito à prorrogação”.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo concentra 33,4% dos casos prováveis do Brasil, contando mais de 10 mil registros.
EPIDEMIA
No dia 21 de fevereiro, diante do status de epidemia, o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) reuniu diretores municipais e profissionais do setor de Vigilância Epidemiológica e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para a definição de estratégias mais rígidas de combate à doença.
Uma das ações envolve a aplicação de multas para locais em que forem encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti. A penalização é uma forma de fazer com que donos de imóveis, locatários ou responsáveis mantenham suas áreas (edificadas ou não) devidamente limpas.
Sendo assim, moradores que impedirem a entrada de agentes de Vigilância Ambiental e agentes Comunitários de Saúde para a execução de serviços de inspeção, verificação, orientação e aplicação de inseticida também serão autuados e posteriormente multados.
A medida está em conformidade com a Lei 3.798, de 26 de fevereiro de 2015, que foi elaborada pelo Poder Executivo Municipal e aprovada na Câmara de Vereadores.




