
São João registrou 221 casos positivos para dengue nesta segunda-feira (17), segundo dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica, órgão vinculado ao Departamento Municipal de Saúde. Os números acenderam sinal amarelo e cidade pode estar em rota de uma possível epidemia.
São 49 pessoas a mais infectadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti em uma semana, em comparação com os 172 casos confirmados e comunicados no penúltimo balanço, de 11 de fevereiro, o que representa aumento de 28,5%.
As notificações também subiram. Já são 553 registros, dentre os quais estão os 221 casos positivos, 236 aguardando resultado, além de 87 exames negativos para dengue.
Ainda do total de ocorrências confirmadas, 203 são autóctones – quando a doença é contraída na cidade – e 18 importadas – oriundas de outros municípios.
Em ritmo acelerado, cidade está a 19 casos de alcançar a marca de casos registrados no ano passado inteiro, quando foram computadas 240 ocorrências da doença.
Enfermeira e chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica, Ludimila Barros Zan, no entanto, explica que São João ainda não vive em epidemia, já que para indicar tal situação, os números devem atingir 300 casos por 100 mil habitantes.
“Permanecemos em situação de alerta no município. Aguaí e Mococa já estão em epidemia, mas levando-se em consideração o número de habitantes em cada uma das cidades”, afirmou.
Ludimila diz ainda que São João não possui um bairro com foco da doença e que os casos estão “bem distribuídos” pela cidade.

Embora não haja uma localidade com concentração da doença, a região do DER, mais especificamente nos bairros Vila Brasil, Jardins São Paulo e Fleming, apresenta registros de pessoas contaminadas pelo vírus do Aedes.
Conforme publicado recentemente, um vigilante, de 36 anos, morador da rua Henrique Martarello, no Jardim São Paulo, teve diagnóstico positivo no dia 7 de fevereiro. À reportagem, ele reclamou da falta de consciência de alguns moradores das imediações, que descartam lixo e todo o tipo de material plástico em locais impróprios.
“[…] eu que faço o ‘trabalho de casa’, estou com dengue. E quem não faz, nunca teve [a doença] e também não se preocupa com o vizinho”, disse.
Também na região, a moradora e caixa Gisele Hristov, 37, é uma das sanjoanenses diagnosticadas com dengue e que disse que ao menos 11 pessoas que residem à rua Professor José Nogueira de Barros, já contraíram a doença.
“Soube que estava com dengue na sexta-feira (31 de janeiro). Trabalhei de sexta retrasada (24) até na terça (28), com dores terríveis pelo corpo e na cabeça, náusea e sem conseguir me alimentar. […] Fiz exame de sangue, que apontou que as plaquetas estavam bem baixas”, afirmou.




