
A Orquestra Brasileira Inclusiva, que tem Carlos Henrique Toni como maestro e professor de música e atende crianças com deficiência, está com um projeto que visa oferecer ensino musical para as que não tenham condições de bancar os custos.
Trata-se do ‘Adote um Aluno’, e Toni, como o maestro é conhecido, explica que a ideia surgiu por perceber crianças talentosas, cujas famílias não têm condições financeiras de pagar mensalidade da escola de música.
“Vendo que muitas crianças da rede pública têm muito talento, precisam desse serviço [aulas de música] e não têm condições, eu comecei a ir atrás de empresas, para saber se não havia interesse em pagar uma mensalidade por aluno, para nosso programa de educação especial e de música”, comentou ele.
Toni cita que algumas pessoas já começaram a aderir ao projeto, o que beneficiou três alunos e isso tem uma contrapartida de divulgação para empresas. “Mas para adotar um aluno não é preciso ser empresa, qualquer pessoa que quiser ajudar, pode pagar a mensalidade desta criança. Basta entrar em contato comigo, no meu Whatsapp (19) 98101-7435 e eu já explico certinho como funciona”, justificou.
Todos podem adotar um aluno, não havendo restrições e burocracia, como Toni enfatiza.
E esclarece que tem, em seu quadro de funcionários, três professores além dele, ou seja, uma equipe preparada para dar atenção total aos alunos, em cursos de instrumentos e afins.
“Se for uma empresa com mais condições ou uma pessoa que goste do nosso trabalho, é só entrar em contato e é bem simples – estipula um valor X, e a gente repassa”, disse.
Quanto aos benefícios que a aprendizagem musical traz aos alunos, o maestro destaca alguns. “Esse aprendizado musical beneficia o aluno em inúmeros aspectos. A música ajuda como terapia cognitiva no dia a dia, ajuda a organizar os pensamentos da pessoa com deficiência e também tem toda a parte de convivência. Fazemos eventos todo ano e, embora o estudo de música seja o nosso principal foco, esse lado de socialização, de conhecer outras pessoas, a integração de mães também, que trabalham lá conosco, gera um bem estar geral. Eu vejo que, em pelo menos 90% dos casos, eles [os alunos] ficam muito entusiasmados e gostam mesmo de tocar, de estar ali no palco”, finalizou Toni.




