
A Polícia Civil investiga um suposto caso de injúria racial cometido por um árbitro contra um massagista do Águia Negra, time de Camaçari (BA), durante partida realizada pela 21ª Taça São João UniFEOB, no Estádio Getúlio Vargas Filho, o campo do Palmeiras, em São João da Boa Vista (SP), na tarde desta quinta-feira (16).
Segundo boletim de ocorrência, o árbitro da partida expulsou o massagista do Águia Negra por reclamação, na derrota para o Owens Corning, de Rio Claro (SP), por 4 a 1, em partida válida pela semifinal da categoria sub-18 da competição.
Após o cartão vermelho, houve uma discussão entre o quarto árbitro do jogo e a vítima. Segundo ela, este árbitro a teria chamado de “negro safado macumbeiro”.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender a ocorrência e uma equipe foi enviada ao estádio.
Depois, o caso foi parar na Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde o boletim de ocorrência foi elaborado pelo delegado Luciano Pires Galetti, por crime de injúria racial. Ao término, os árbitros voltaram ao campo do Palmeiras e realizaram mais duas partidas da competição.
As informações constam nos Boletins de Ocorrência números 9.375/2020, da Polícia Militar, e 268/2020, da Polícia Civil.
OUTRO LADO
Por meio do aplicativo Whatsapp, a reportagem do O MUNICIPIO entrou em contato com o árbitro envolvido, que explicou a versão dele e que medidas serão tomadas.
“Foi uma situação muito delicada. O que eu passei eu não desejo para ninguém, eu jamais imaginava passar por isso. Estamos tomando todas as medidas cabíveis, o massagista não tem nenhuma testemunha confirmando o fato; nós temos em torno de umas 60”, comentou.




