
O que era para ser um procedimento comum no Cemitério Municipal São João Batista acabou se transformando em um verdadeiro transtorno para uma família. Durante uma transferência dos restos mortais de um ente de um túmulo para outro, familiares descobriram que quem estava sepultado no local era outra pessoa. O fato ocorreu no último final de semana e rapidamente acabou ganhando uma grande repercussão na cidade.
Conforme apurado, o corpo de Divino de Moraes foi sepultado no dia 29 de setembro, em um túmulo provisório, para posteriormente ser transferido para sua sepultura definitiva. A transferência dos restos mortais foi agendada para a manhã de sábado (30), sendo acompanhada pelos familiares. Todavia, ao abrir o jazigo, a família descobriu que se tratava de outra pessoa que estava sepultada no local.
Na ocasião, a administração do Cemitério Municipal foi acionada e se prontificou a apurar o ocorrido.
Sensibilizado e preocupado com a situação, um dos filhos do falecido, o pedreiro Alexsander dos Santos Moraes, procurou a Central de Polícia Judiciária (CPJ) para registrar um boletim de ocorrência.
COMO TUDO ACONTECEU
Em entrevista ao jornal O MUNICIPIO, o administrador do cemitério, Carlos Ignácio, comentou a respeito do caso. De acordo com ele, a prefeitura oferece túmulos provisórios para as famílias que não possuem uma sepultura para enterrar seus entes queridos. Neste caso, o jazigo é emprestado pelo período de até 60 dias para que depois seja realizado o translado do corpo para o túmulo definitivo.
Neste caso específico, duas pessoas foram sepultadas no túmulo vertical – ficando uma na parte superior e outra na parte inferior. Segundo o administrador, a transferência dos restos mortais que se encontravam na parte de baixo da sepultura foi agendada para o último dia 11. Contudo, durante o translado, a família alegou que o ente querido estava na parte de cima e o sepultador efetuou a transferência.
AVERIGUANDO O CASO
Ignácio explicou que o equívoco veio à tona quando a família de Divino de Moraes constatou que os restos mortais dele – que estavam no jazigo – eram de outra pessoa. “Na ocasião, o funcionário disse que iria verificar e entraria em contato”, relatou.
Na manhã de segunda-feira (2), a administração do Cemitério Municipal apurou o fato e descobriu o engano. Ambas as famílias foram contatadas e a transferência dos restos mortais foi agendada para esta sexta-feira (6).
“Lamentamos bastante o ocorrido, pois sabemos da situação das famílias que chegam neste estado, pois estão sensivelmente abaladas”, disse o administrador do cemitério.
Em meio à repercussão que este caso teve, ele esclarece que não houve nenhum corpo desaparecido e que tudo foi solucionado de forma mais rápida possível. “Nosso trabalho é para que isso nunca aconteça. Esta é a primeira vez que acontece algo assim. Agora vamos tomar muito mais cuidado para que este fato não se repita”, finalizou.





E praticamente fizemos o enterro do meu sogro duas vezes… muito triste e constrangedor pra família. Nem depois de morta, a pessoa tem paz!