Após polêmica, Prefeitura inicia obras em viaduto de Aguaí

Obra: viaduto foi interditado por meio de decisão do Poder Judiciário (Divulgação/Prefeitura de Aguaí)

A Prefeitura de Aguaí iniciou na segunda-feira (30) a reforma do viaduto da rua Joaquim José, cruzamento com as avenidas Presidente Castelo Branco e Rui Barbosa. Orçada em R$ 421.611,37, a obra é executada por uma empresa contratada por meio de licitação e consiste na execução da recuperação dos elementos estruturais e tratamento das patologias existentes na construção, com fornecimento de material e mão de obra.

A administração irá executar a obra, por meio de decisão judicial e com orçamento próprio, que não estava previsto para essa construção. Anteriormente, a Prefeitura de Aguaí havia realizado três outras tentativas de licitação, as quais resultaram desertas por falta de interessados em participar do certame. Somente pela quarta vez é que houve uma empresa com interesse.

POLÊMICA
Em outubro de 2018, a Prefeitura de Aguaí recebeu uma decisão do Poder Judiciário determinando a imediata interdição total do viaduto. A notificação foi embasada em Ação Pública ajuizada pela Promotoria, conforme Inquérito Civil iniciado em 2012, sendo baseada em laudos visuais do Ministério Público.

Quando tomou conhecimento desse Inquérito Civil em trâmite, a administração realizou vários trabalhos sobre a questão – como levantamentos geométricos dos dois viadutos da área central, no início de 2017. A partir disso, contratou em 2018 uma empresa especializada em projetos dessa natureza, visando uma análise completa da situação da construção, para verificação de possibilidade de escoramento preventivo, necessidade ou não de interdição, assim como parâmetros para a realização de reformas completas.

Ao longo desse período, a prefeitura realizou ações para viabilizar melhorias nos locais, sendo esses serviços, específicos, mesmo antes de receber a decisão judicial de interdição.

Após a interdição, a administração também realizou diversos contatos com o Governo Estadual e até mesmo recebeu visita da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS) – empresa especializada em execução de projetos –, que enviou seus engenheiros de estrutura para realização de laudo, o qual constatou que o viaduto não sofre nenhum risco iminente de queda. Mesmo assim, o Poder Judiciário manteve a decisão baseada no laudo visual apresentado pelo Ministério Público, com interdição, e afirmando o risco de queda.

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